COTIDIANO

Geógrafo diz que trabalho simples salvaria ambiente aquático ao redor da capital

 


Tião Maia

Além do rio Acre, que vem sofrendo a cada ano com o assoreamento e dando sinais de que não resistia por muito tempo, os demais ambientes aquáticos do entorno de Rio Branco, como são tecnicamente chamados açudes, lagos e igarapés, também estão ameaçados. Os mais ameaçados são soa açudes, principalmente aqueles localizados nas áreas urbanas, que são os mais atingidos com o excesso de matéria orgânica e passam a ter a lâmina d’agua coberta por uma espécie de pasta verde capaz de matar microorganismos, peixes e por fim acabar com o próprio manancial.

Um dos exemplos deste tipo de degradação é o açude localizado na área do campus da Universidade Federal do Acre (Ufac), na Estrada Dias Martins, nas imediações da sede do Cefap (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças), um órgão da Polícia Militar. Não faz muito tempo, o açude era piscoso e belo, mas está a caminho de ser totalmente coberto pela chamada pasta verde. “Este é só um exemplo. Em torno da cidade há vários açudes nestas condições e o mais grave é que as pessoas não estão atentando para isso”, denuncia o geólogo Claudemir Carvalho de Mesquita, assessor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia). Segundo ele, se providências não forem tomadas, em breve a cidade de Rio Branco terá perdido todo o seu ambiente aquático.

 

 
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Rio Branco-AC, 14 de setembro de 2007
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