COTIDIANO

Correios iniciam greve por tempo indeterminado

Marcos Vicentti
Trabalhadores fizeram manifestação
na sede do órgão, no centro da cidade


Whilley Araújo

O tradicional jogo de dominó serviu de passatempo para os funcionários dos Correios do Acre, que na manhã de ontem deram início a uma greve por tempo indeterminado. A categoria luta por melhores condições de trabalho, após rejeitar a proposta da empresa, de 3,74% de reajuste e ganho real de R$ 50 a ser pago a partir de janeiro de 2008.

A oferta foi considerada uma ofensa pela classe, que pede reposição de R$ (F)47,77% e ganho real de R$ 200 para todas as faixas. A greve foi deflagrada por 33 sindicatos do país, número que representa aproximadamente 80% de todos os trabalhadores dos Correios no Brasil.

Com a paralisação, a categoria busca ainda que seja implantado o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do órgão. “Outra reivindicação importante dos trabalhadores diz respeito ao horário em que são entregues as correspondências, atualmente todas as encomendas são feitas no período da tarde, sacrificando assim os funcionários devido à exposição ao sol forte”, argumenta Suzy Cristiny, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos de Noroeste (Acre e Rondônia).

Além disso, a classe almeja que seja concebido aos trabalhadores um adicional de periculosidade, proposta essa que já tramita na Câmara Federal há algum tempo.

De acordo com Cristiny, embora a greve da categoria tenha tido adesão em massa dos funcionários, todos os serviços oferecidos pelos Correios continuam sendo prestados com o percentual mínimo que é exigido, 30% do efetivo, para que assim não haja grandes transtornos à população.

“Devido à greve, ficamos sem previsão para entrega das correspondências, mesmo com a empresa tendo contratado funcionários temporários para suprir a baixa no quadro de trabalhadores. A paralisação também colocará em risco a qualidade dos serviços prestados pelos Correios”, destaca a dirigente sindical.

A última vez que a categoria deflagrou greve geral foi em 2005. Coincidentemente, ou não, as reivindicações são praticamente as mesmas de 2005, quando a classe cruzou os braços por nove dias.

 

 
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Rio Branco-AC, 14 de setembro de 2007
   GIRO GERAL
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