COTIDIANO

Casa de Leitura comemora três anos com programação especial

Marcos Vicentti
Contação de história é
uma das atividades previstas


Daniele Albuquerque

Uma programação muito especial foi desenvolvida durante toda esta semana para comemorar o aniversário de três anos de criação da Casa da Leitura da Gameleira. Sarau, oficinas e sessões de “contação” de história, além da participação do idealizador da escola, Francisco Gregório Filho, fizeram parte das festividades, que terminam hoje à noite com um Café Literário.

A Casa da Leitura foi inaugurada em 2004 como forma de disseminar a importância da leitura e dos livros para a sociedade e com a proposta de oferecer aos leitores um lugar diferenciado e aconchegante e que possibilitasse, também, diferentes formas de leitura. E o objetivo foi alcançado. Quem entra na casa de leitura tem imediatamente a sensação de bem-estar que uma casa familiar oferece. O lugar é construído em madeira, bem arejado e iluminado, e comporta ambientes que oferecem aos leitores cadeiras de balanço, redes e almofadas. Conta ainda com um acervo reunindo mais de mil livros literários, vídeos e fotos.

Para Gregório Filho, que atualmente reside no Rio de Janeiro, voltar a Rio Branco e participar da comemoração de aniversário da casa é um presente. “A continuidade disso aqui é um presente muito especial para mim, é uma graça. E embora eu participe desse projeto em vários Estados do país, aqui eu nasci e por isso essa casa é especial”, afirma Gregório.

Gregório participou ontem de manhã de uma oficina de “contação” de histórias com alunos do curso de Letras da Universidade Federal do Acre (Ufac) e à noite lançou o livro “Dona Baratinha e Outras Histórias”, pela editora Rocco Jovens Leitores.

Juciany Silva, 20, visitou a casa pela primeira vez e disse ter ficado surpresa com o ambiente. Para ela, não há mais leitores por falta de divulgação do espaço. “Só vim aqui hoje para participar da oficina, porém, me surpreendi com o ambiente acolhedor. Percebi que dá para vir para cá ler como se estivéssemos em nossa própria casa. A partir de agora passarei a ser freqüentadora daqui”, diz a acadêmica.

Idealizador de uma biblioteca diferente - Gregório Filho é acreano e atua na área de cultura há mais de 30 anos. Entre 1991 e 1996 foi funcionário da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, período em que foi fundada lá a Casa de Leitura, criada para acomodar o projeto Nacional de Incentivo à Leitura. Foi a partir dessa idéia que ele projetou a Casa da Leitura de Rio Branco.

“Uma biblioteca tem como função organizar as informações para os leitores. Mas é necessária uma ação complementar de promoção do leitor, e a casa oferece isso: um lugar que oferece a leitura com corpo em diferentes posições, diferentemente das bibliotecas, onde o leitor apenas encontra cadeiras e é obrigado a fazer uma leitura silenciosa.”

 

 
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Rio Branco-AC, 14 de setembro de 2007
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