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Do Editor |
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O sagrado e o profano Os preparativos para a terceira Parada do Orgulho GLBT suscitam que se faça uma reflexão mais profunda sobre para onde caminha a humanidade. Salvaguardados os exageros e abusos cometidos em nome da abertura e da liberdade nos anos 60 e 70 que redundaram nesse escancaramento de direitos individuais onde se expõe o que sempre fora praticado às escondidas com prazer ou dor. Sim, pois a ambigüidade do prazer pode estar no amor de quem chamega ou na violência de quem bate física ou moralmente. São direitos que se exercem agora com a obrigação de assumir responsabilidades e conseqüências. Abriu-se então o terceiro milênio com a promessa de construir uma humanidade mais humana, em que os direitos, ainda que nem tão iguais, pelo menos sejam eqüitativos nas obrigações de respeito às manifestações religiosas, culturais e de uso do próprio corpo. Afinal é esse o sagrado direito concedido no livre-arbítrio, sempre acompanhado da advertência de igual responsabilidade pelos atos praticados. Vivemos então a virada de uma sociedade amordaçada, para um estado onde cada um manifesta em si sua individualidade mais íntima de forma pública e que se obriga ter o mesmo respeito para com os quais não concorde. Exemplo prático desses extremos está no fato de que a passeata do Orgulho GLBT realizada no ano passado reuniu pelo menos 25 mil pessoas, cinco mil a mais que as 20 mil que participaram da Caminhada para Cristo e as pouco mais de 15 mil presentes à procissão de Nossa Senhora de Nazaré. Sinal dos tempos. |
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