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As sete maravilhas brasileiras Palácio Rio Branco, com sua arquitetura greco-romana, é forte candidato. Escolha está sendo feita pela Revista Caras |
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Inspirada na arquitetura grega, a bela sede do governo do Estado foi construída em 1930. O palácio, que ostenta quatro imponentes colunas em sua fachada, foi recentemente revitalizado. Parte do edifício abriga exposições que mostram episódios históricos da população acreana. São essas descrições dadas ao Palácio Rio Branco pelo concurso “As sete maravilhas brasileiras”, da qual a obra acreana participa juntamente com outras 29 estruturas de importância histórica para o país. As votações já se iniciaram pela internet, no endereço http://caras.ig.com.br/. Interessados em votar devem clicar em “7 maravilhas”, e todos os candidatos, com suas descrições, serão exibidos. A Revista Caras é a responsável pela realização do concurso, semelhante ao realizado no ano passado pela organização privada New 7 Wonders. Em 2006, a organização promoveu uma votação global na internet para eleger as sete novas maravilhas do mundo. A campanha, lançada em 2000 por um produtor de cinema chamado Bernard Weber, selecionou 21 monumentos históricos para fazer parte da eleição, da qual o Cristo Redentor, do Rio de Janeiro concorria, chegando a ser eleito. O novo concurso lançado pela Revista Caras exalta 30 monumentos espalhados em todo o Brasil, sendo eles considerados as obras mais belas e importantes construídas no país. Além do Palácio Rio Branco, algumas das indicações são: a Catedral Metropolitana de Brasília, Fortaleza de São José de Macapá, o Centro Histórico de Ouro Preto, o Teatro Amazonas, a Fortaleza dos Reis Magos, em Rio Grande do Norte e o Centro Histórico do Pelourinho. Para a coordenadora do palácio, Mirla Cristina Arão, a obra recebeu tal indicação por ter se tornado um grande museu, atraindo olhares de estudantes, da comunidade em geral e de turistas, que escolhem o palácio como o primeiro ponto a ser visitado no Estado. “Desde a inauguração do Palácio Rio Branco, 256.880 visitantes já passaram por aqui. É um lugar bonito e requintado, além de atraente pela sua história. Não há um dia sequer que o palácio não seja visitado”, declarou. Moradores de Rio Branco, portanto, são os que menos conhecem o palácio por dentro, segundo a coordenadora. A arquitetura cheia de pompa por fora pode ser um motivo inibidor para que isso aconteça. Da capital acreana, os maiores grupos de visitantes estão ligados à classe estudantil. Geralmente seus integrantes visitam o espaço acompanhados de um professor de História. “Quero aproveitar e informar às pessoas que não tenham receio de entrar no palácio para conhecer a estrutura por dentro, tendo a oportunidade de ficarem inteirados da história que o lugar tem para contar. Nós temos um grupo de 14 guias capacitados para atender aos visitantes, que têm a oportunidade de entrar em sete salas no térreo, além da antiga residência oficial do governador, que fica no primeiro piso”, reforçou. As visitações acontecem de terça a sexta, das 8 às 18 horas, e aos sábados, domingos e feriados das 16 às 21 horas. E a coordenadora garante que todos os visitantes são muito bem recebidos, pois foi para isso que o Palácio Rio Branco teve as suas portas abertas como um museu. “Esperamos que as pessoas votem no Palácio Rio Branco para ele ser uma das sete maravilhas brasileiras. Quem conhece a estrutura sabe que ele merece e quem não conhece está convidado a visitar o espaço”, reforçou. E que história importante é essa? A história do Palácio Rio Branco se confunde com a história de Rio Branco e da própria história do Acre. Esse imponente prédio, situado na região central da maior cidade do Estado, representa muito mais do que um dos principais marcos arquitetônicos e urbanísticos do ocidente amazônico, segundo historiadores. Através de suas paredes, salas, colunas, janelas e praças, pode-se aprender acerca de uma complexa trajetória de uma sociedade que se fez nas ricas florestas da borracha, mesmo contra a vontade de homens poderosos, de países ou de agentes econômicos internacionais. É um pouco desta história que os visitantes passam a conhecer ao passar pelas salas históricas do palácio. Na primeira sala existe uma exposição de diversas fotografias que ilustram toda a história do Palácio Rio Branco, bem como das praças que existem em seu entorno. Lá estão expostos desde o projeto original que orientou o início das obras do palácio em 1929, passando por imagens das diversas fases de sua construção que se estendeu até o fim da década de 40, pelas modificações que o palácio sofreu ao longo das últimas quatro décadas, até as atividades sociais, políticas, culturais, e religiosas que sempre ocorreram nas ruas e praças ao seu redor. Além disso, a sala mostra diversos objetos e imagens que retratam o árduo cotidiano dos seringueiros que com o seu trabalho no interior da floresta deram origem à singular sociedade acreana e ajudaram a construir a sede definitiva do Governo do Acre: o Palácio Rio Branco. Palácio revitalizado Durante os 77 anos de sua existência, desde que foi inaugurado no dia 15 de junho de 1930, o Palácio Rio Branco sofreu diversas obras que descaracterizam muitos de seus elementos originais. Além disso, seu completo abandono na década de 90 levou o prédio a um estado de grande degradação. Foi devido a essa situação que o governo do Estado, na época governado por Jorge Viana, buscasse sua recuperação com base nas informações de antigos moradores de Rio Branco, de servidores que ali trabalharam durante décadas e de ex-governadores e seus familiares que moraram nas dependências do palácio. Teve início assim um longo e demorado trabalho de recuperação de portas, pisos, forros e outros elementos arquitetônicos do Palácio Rio Branco. Porém, muitos desses elementos já haviam sido perdidos irremediavelmente. Por outro lado, alguns elementos arquitetônicos e decorativos puderam ser recuperados a partir da intensa pesquisa desenvolvida durante a obra e do trabalho de operários especialmente treinados para tal fim. “Uma grande equipe do Patrimônio Histórico do Estado foi envolvida nesse trabalho de recuperação para que o palácio voltasse a ser parte do que era antes”, destacou a coordenadora. Móveis modernos e ecologicamente corretos A escolha das novas peças que compõem o mobiliário e decoram ambientes no Palácio Rio Branco receberam atenção especial, tal qual a revitalização. Foram adquiridos móveis em madeira, com design moderno e ecologicamente corretos, confeccionados em uma fábrica de madeiras em Xapuri. Com isso, o governo teve a intenção de valorizar e incentivar a extração e beneficiamento de madeiras de origem não predatória e com os cuidados de um bom manejo. A ação beneficia várias famílias que colocam em seus móveis o selo do FSC, indicando que o móvel é produzido em madeira extraída de forma sustentável. Segundo a coordenação do palácio, a fonte da madeira utilizada para a fabricação dos móveis é o Seringal Cachoeira, um marco na história dos empates, sendo local de moradia do seringalista Chico Mendes. |
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