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Professores da Ufac anunciam fim da greve |
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Todos os professores da Universidade Federal do Acre (Ufac) retornam às suas atividades a partir de hoje, quebrando o movimento grevista que já durava 121 dias. O anúncio foi feito pelo coordenador do comando de greve, Ronaldo Melo, que ontem se reuniu com a classe para tratar do calendário de aulas de forma que os vários interesses - de alunos, professores ou da administração - sejam atendidos. Ele disse, portanto, que a volta dos professores ao trabalho não significa dizer o retorno às salas de aula. “Não podemos voltar para as salas sem nenhum cronograma. Várias reuniões, envolvendo todas as esferas interessadas devem ser feitas antes de tomar qualquer decisão”, completou. Segundo Melo, o fim da greve determinado pelos professores é diferente da greve que acabou nesta segunda-feira, que se limitava àqueles professores que precisavam voltar a dar aulas para os alunos dos últimos períodos de cada curso. Tal situação foi imposta pelo juiz de direito, Jair Facundes, à pedido do Ministério Público Federal (MPF), e determinava que os professores restabelecessem o funcionalismo parcial da instituição, sob pena de multa diária no valor de R$ 20 mil para cada um dos dois sindicatos envolvidos na greve, corte dos salários de todos os professores e multa pessoal de R$ 300 ao dia para cada dirigente sindical que obstar o cumprimento da decisão. A decisão se estendia à retomada das aulas de todos os cursos de graduação para as turmas do último semestre, com calendário de reposição a ser estabelecido no âmbito administrativo. “Desta vez estamos todos voltando porque é a hora de acabar a greve. A nossa principal reivindicação era a melhoria no ensino superior e acredito que ela tenha sido atendida com a contratação de mais quatro mil professores para as universidades, conforme foi anunciado pelo presidente na semana passada”, completou. Os professores deverão ser contratados a partir de um concurso público, cujo edital ainda não tem previsão para ser publicado. Além desta, outras conquistas dos professores em greve foi o reajuste salarial de 9,25% a ser feito a partir de janeiro. |
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