COTIDIANO

Câmara discute horário de funcionamento de bares e casas noturnas

Empresários querem fim de portaria da Sejusp

 


Val Sales

A Câmara de Rio Branco realizou ontem uma sessão solene para debater sobre a diminuição do tempo de funcionamento dos bares e casas noturnas que está sendo proposto pela Secretaria de Segurança Pública e contestada pelos empresários do setor.

Na sessão proposta pelo vereador Rodrigo Pinto (PDT) estavam presentes o próprio secretário Antônio Monteiro e os donos de casas noturnas. Munido de documentos de leis e portarias, Monteiro explicou que a redução nos horários é uma forma de conter a violência e que a maioria dos acidentes de trânsito e homicídios são motivados pelo uso abusivo de bebidas alcoólicas nos fins de semana.

Em Rio Branco estão cadastrados no Fundo de Reaparelhamento Policial (Furepol) um total de 562 bares e sete boates e casas noturnas. De janeiro a novembro deste ano foram notificados por funcionamento irregular 1.622 bares boates e similares.

Uma pesquisa mostrada por Monteiro indica que em 2006 a maioria dos homicídios aconteceu em via pública e em segundo lugar em residência, sendo motivada principalmente por bebedeira. A defesa do secretário ganhou a adesão do vereador Donald Fernandes (PPS), que quer a lei mais severa.

“O horário ainda é tímido porque os bares deveriam fechar às 21 horas. Concordo que as casas noturnas devem investir mais na segurança e os bares de periferia fecharem muito mais cedo”, completou.

O empresário do ramo de diversão noturna, Valmir Carvalho, lembrou que em 17 anos de funcionamento de seu estabelecimento, situado no Segundo Distrito, não registrou nenhum homicídio. Segundo ele a segurança compete ao Estado e que há anos não há segurança no estacionamento do antigo aeroporto, onde um rapaz foi assassinado de forma violenta há poucos dias e que abriga dezenas de bares ao ar livre.

“Não se pode contratar um segurança particular para abordar uma pessoa na rua. Já no interior do meu bar e boate a segurança nunca foi problema porque nunca faltou”, assegurou. Valmir disse ainda que caso a medida seja aplicada as casas noturnas terão que fechar as portas porque os empresários serão obrigados a declarar falência. De acordo com Valmir, um casal, por exemplo, que esteja em um restaurante no fim de semana não irá a uma boate que fecha as portas às 3 horas.

 

 
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Rio Branco-AC, 14 de dezembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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