COTIDIANO

PF alerta população sobre golpe do telefone

Regiclay Saady
PF orienta vítima a obter o máximo
de informações de chantagistas


Renata Brasileiro

De manhã bem cedo a primeira ligação. Do outro lado da linha, alguém quer colher informações e avisa que uma pessoa da família sofreu um acidente. Com isso, consegue-se no mínimo o nome dos parentes, local onde moram e quantas pessoas estão em casa. Para coagir as vítimas do golpe do telefone, o sujeito do outro lado da linha volta a informar que não se trata de um acidente e sim de um seqüestro. Começa então a sessão extorsão, abusando do emocional dos familiares, que na maior parte dos casos depositam a quantia que o bandido deseja.

Casos como esses têm se tornado cada vez mais freqüente em Rio Branco. Mas as quadrilhas especializadas no famoso “golpe do telefone” são de São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que acabam passando medo às pessoas que eles só conhecem mesmo por voz. O golpe já foi dado em autoridades, empresários e até em pessoas com rendas mais baixas. Alguns foram consumados e outros não.

Segundo o assessor de comunicação da Polícia Federal, é necessária muita calma no momento por parte de quem recebe o trote. Ele orienta às pessoas tentem ouvir o máximo possível do que o chantagista tem a falar para ter a certeza de que se trata de um blefe. No mesmo instante, deve-se tentar localizar a pessoa que supostamente está seqüestrada.

“Acontece de a família encontrar o suposto seqüestrado antes mesmo de fazer algum depósito para o resgate ou de conseguir localiza-lo em segurança em algum lugar. Mas também acontece de o parente não ser encontrado. Nesse, é preciso procurar a polícia com urgência e registrar uma queixa”, destacou.

Na manhã de ontem, a redação do jornal Página 20 foi vítima do trote. Uma pessoa que se identificava como sargento do Corpo de Bombeiros ligou quatro vezes informando, primeiramente, que um dos funcionários havia sofrido um acidente. Em seguida, disse que a vítima estava de refém por ter reagido a um assalto e que só seria solta se a família pagasse uma quantia, que não chegou a ser negociada. O funcionário do jornal estava em casa, dormindo, e a sua mulher informou à redação que todos da família estavam bem.

 

 
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Rio Branco-AC, 14 de dezembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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