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Crise financeira prejudica Instituto do Coração Tião Viana defende destinação de R$ 100 milhões para Incor no OGU |
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O Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas de São Paulo, obteve a garantia de que terá R$ 100 milhões no Orçamento da União de 2007, durante audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado realizada ontem, com o intuito de debater a grave crise financeira por que passa a instituição. O senador Tião Viana foi um dos defensores da medida e pediu mais: que os senadores dirigissem carta ao presidente Lula visando a garantia de liberação dos R$ 100 milhões e outra ao governador eleito de São Paulo, José Serra, pedindo investimentos de outros R$ 100 milhões. “O Incor é um patrimônio para o Brasil, uma instituição imprescindível, que pode emprestar e estender seu modelo para as regiões brasileiras e a América Latina”, disse. Além do diretor presidente da Fundação Zerbini - que gerencia o Instituto – Prof. Dr. Adelmar Silveira Sabino, estiveram presentes o presidente do Conselho Diretor do Incor, Prof. Dr. Jorge Elias Kalil Filho, o presidente da Comissão Científica e de Ética, Prof. Dr. Maurício Rocha e Silva e o diretor executivo do Incor, Prof. Dr. David Everson Uip. Após a audiência, Tião Viana levou os quatro diretores convidados para uma visita de cortesia ao presidente do Senado, Renan Calheiros, a quem também pediu empenho para ajudar a solucionar a crise no Incor. O Incor tem muitos admiradores no Acre. Muitos acreanos já foram atendidos no Instituto. Um de seus mais renomados cardiologistas, Dr. Sérgio Timerman, frequentemente vem ao Estado. Grande amigo do senador Tião Viana, ele já atendeu dezenas de pessoas e ajudou a implantar a residência médica em Cardiologia na Fundhacre, além de ter facilitado atualizações para médicos do Estado no próprio Incor. Empréstimo precipitou a crise O Dr. Jorge Elias Kalil explicou aos senadores que as dificuldades do Incor começaram a partir da construção de um segundo prédio para a instituição, com tomada de empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), já que não havia recursos públicos suficientes para a construção. Esse empréstimo, no valor de US$ 50 milhões, foi feito com base em uma cesta de moedas. Como houve desvalorização do dólar, a dívida do Incor duplicou. Além disso, a instituição precisou contratar 1.500 profissionais, o que aumentou o rombo financeiro. Kalil revelou que havia ainda dívidas com manutenção de salários e material hospitalar. O Incor teve que recorrer a bancos privados para pagar custeio e, posteriormente, ainda construiu hospital em Brasília, O Incor-Brasília. Defendendo a sobrevivência da instituição, Kalil observou que ela forma cardiologistas altamente qualificados de todo o país e têm ensino e pesquisa de qualidade e excelência. Ele demonstrou a certeza de que é possível sair da difícil situação e manter o padrão de excelência do Incor. |
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