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Do Editor |
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Nada de pescaria O Ibama já anunciou o decreto que proíbe a pesca na época da “desova” dos peixes. A norma é rígida e visa a preservação das espécies, que correm o risco de desaparecer em função da destruição dos rios e afluentes. Quem desobedecer à regra, além de pagar multas que vão de R$ 700 a R$ 100 mil, pode ser condenado a até cinco anos de cadeia. A comunidade pesqueira já está ciente do fato e concorda com a determinação pensando no futuro. Os pescadores sabem que se não preservarem as espécies de hoje não terão o que comercializar amanhã. Os profissionais vão receber um salário mínimo do governo federal durante quatro meses, período da proibição. Os ribeirinhos, seringueiros e índios que pescam para comer poderão capturar até cinco quilos de peixe. Os amadores, com autorização do Ibama em mãos, também poderão pescar cinco quilos. Todos estão avisados da legislação que se repete a cada época de “desova” dos alevinos, e a fiscalização já assegurou que não será branda com quem tentar burlar a norma. O alerta também serve para os pescadores de fim de semana - aqueles que, indiferentes às leis, embrenham-se pelo interior da capital em busca dos igarapés para lançar redes e tarrafas. Esses também costumam usar a pescaria como argumento para fugir do burburinho da cidade ou da própria família, e terão que buscar outro passatempo se não quiserem arrumar encrenca com a Justiça.
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