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“Como vencer a pobreza e a desigualdade” |
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A acreana Emmily Araújo, estudante de Direito na Ufac, é a fonte de uma boa notícia para o Acre. Ela participou de um concurso de redação para universitários promovido pela Unesco e jornal Folha Dirigida e, entre 41.329 trabalhos inscritos, conseguiu classificar o seu entre os melhores. Com isso, obteve o direito de fazer parte da publicação de um livro com as 100 melhores redações, lançado esta semana no Rio de Janeiro. O tema do trabalho foi ‘Como vencer a pobreza e a desigualdade’. Entre os 100 selecionados, o trabalho de Emmily foi o único contemplado na Região Norte. A performance de Emmily deveria incentivar outros estudantes acreanos a tentarem participar de concursos culturais. Em 2004, quando ainda era estudante do Colégio de Aplicação da Ufac, ela participou com sucesso de dois concursos literários: IV Prêmio Denatran, em Brasília, e o “Caminhos do Mercosul”, que reuniu seis alunos de cada país que faz parte do Mercosul e foi celebrado no Chile, em novembro daquele ano. Conheça a redação de Emmily O sonho de uma sociedade na qual se privilegie o trabalho, a cidadania e a dignidade humana existe há muito tempo. Ele está presente no manifesto de Marx, na militância de Gandhi pela paz e por justiça entre os povos, na luta de Chico Mendes em defesa do meio ambiente, nos discursos de Rui Barbosa, nas poesias de Pablo Neruda. Mas quem melhor sintetizou essa idéia foi o filósofo grego Aristóteles: “a virtude é o meio-termo e o vício se dá ou na falta ou no excesso”. Ele não poderia ter sido mais perfeito e sua conclusão, embora escrita há séculos, nunca se mostrou tão evidente como nos dias de hoje. Os fogos de artifício que iluminaram e coloriram os céus do planeta na virada do século 21 não vieram acompanhados do futuro maravilhoso que se esperava. O novo milênio trouxe ainda mais miséria, desigualdade, doenças e violência entre as pessoas e contra o meio ambiente. Principalmente as regiões menos desenvolvidas ainda convivem com problemas graves como: dificuldades de acesso à educação e baixa qualidade das estruturas educacionais de muitos países, altas taxas de mortalidade infantil e precariedade do atendimento na rede pública de saúde (quando existe). Toda essa situação deixa claro que está na hora de repensar as políticas e elaborar uma nova visão de futuro para a humanidade. Para começar, seriam fundamentais alguns investimentos dos governos especialmente nas áreas da educação, garantindo-a – com qualidade – a um número maior de pessoas, e da saúde, de modo que a estrutura pública consiga atender à demanda existente, assegurando tratamento médico-hospitalar a todos, além de apostar na informação como estratégia para diminuir a incidência de doenças. Criar empregos, gerar renda e distribuí-la melhor. Já seria o bastante para o mundo experimentar uma transformação sem precedentes. Mas o esforço tem que vir também da iniciativa privada e da sociedade civil organizada, por meio de cooperativas, sindicatos, associações de moradores, ONG´s, grupos de jovens formados nas diversas igrejas (em quaisquer religiões). Só assim haverá uma mobilização social suficiente para a execução de projetos em escala e de forma conjunta, com parceiros de todos os setores, numa clara demonstração de que apesar das dificuldades, dos problemas políticos, da perversidade de algumas relações entre países e/ou empresas envolvidos no jogo da economia mundial, ainda é possível difundir a solidariedade, levando a todos a compreensão de que se cada um fizer “o que pode, com o que tem, onde estiver”, simples atitudes e pequenas ações podem influir globalmente. Não é de hoje que a desigualdade é tema das discussões travadas na sociedade. A esperança de um futuro melhor há muito acompanha os seres humanos e foi expressa nas idéias de vários pensadores que, embora tenham vivido em épocas e condições diferentes, deixaram uma única mensagem: somente de forma coletiva e concertada o desejo de um mundo melhor para todos se transformará em realidade. É preciso acreditar que é possível, entender que depende de nós e, acima de tudo, lutar. O segredo é sair do infinitivo. Quando a humanidade aprender a conjugar esses verbos, vencer a pobreza e a desigualdade vai deixar de ser utopia para ser uma questão de tempo – de pouco tempo. EMMILY TEIXEIRA DE ARAÚJO |
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