COTIDIANO

Faltam capacetes e adesivos nas lojas da cidade

Medida do Contran exige selo do Inmetro e adesivos reflexivos

Marcos Vicentti
Capacetes precisam estar
adequados às normas do Inmetro


Daniele Albuquerque

Desde o dia primeiro de janeiro, as lojas especializadas em vendas de equipamento para motocicletas vêm recebendo um número cada vez maior de pessoas a procura de novos capacetes e adesivos refletivos. A procura se deve à Resolução 203 estabelecida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que determina o uso de capacetes contendo selo de certificação expedido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e elementos refletivos, tipo adesivo, nas partes laterais e traseiras.

“Eu compreendo que essa determinação visa a nossa segurança, mas acho que deveria ser dado um prazo maior para que a gente possa se adequar às novas normas. Comprar um novo capacete não estava no orçamento. No início do ano temos muita despesa, como o seguro obrigatório do veículo”, reclama Carlos Afonso, vendedor.

A reclamação não é apenas de Afonso. Junto com ele todos os clientes que entravam na loja faziam cara feia ao perguntar o valor do produto. É que além dos adesivos, os capacetes têm estar dentro do prazo de validade, que é de três anos e a maioria dos condutores está com o equipamento vencido.

Gene Marques, gerente de vendas de uma loja de artigos para motocicletas, diz que a maioria das pessoas usa o mesmo capacete há mais de três anos e que a procura é tanta que as fábricas não estão dando conta da demanda. Alguns modelos de capacetes e de adesivos já chegaram a faltar não só em Rio Branco, mas em várias capitais do Brasil.

“Nós estamos vendendo uma média de 20 capacetes por dia e o movimento da loja é sempre intenso desde o dia primeiro de janeiro. As vendas tanto do capacete quanto do adesivo já subiram 70%”, diz Gene.

O preço de um capacete novo custa em média R$ 92,50 e pode ser parcelado em até três vezes no cartão de crédito. O modelo mais vendido é o que contém viseira automática. Os demais modelos não têm muita saída no Estado, o que ainda não motivou a venda dos óculos de proteção também exigidos pelo Contran por passageiros que usam capacete sem a viseira.

Apesar da grande procura pelos equipamentos obrigatórios, os proprietários de lojas tranqüilizam os condutores de que o produto ainda pode ser encontrado sem maiores dificuldades na cidade.

 

 
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Rio Branco-AC, 15 de janeiro de 2008
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