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População invade postos em busca de vacina contra a febre amarela Casos da doença registrados no Sul e Sudeste do país assusta a comunidade, mas Semsa garante que cobertura vacinal é alta no Acre |
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Assustada com a notícia dos casos de morte por febre amarela nas regiões Sul e Sudeste do país, a população de Rio Branco correu para os postos nas últimas semanas em busca da vacina. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) garante que, ao contrário dessas regiões, o Acre tem alta cobertura vacinal contra a doença e que a comunidade não precisa se preocupar. Somente devem procurar os postos as pessoas que não foram imunizadas nos últimos dez anos. A estudante Geiciane Nobre Braga, 15, era uma das pessoas que se aglomeravam ontem em uma fila no Posto de Saúde Augusto Hidaldo de Lima, no bairro Palheiral, em busca de uma dose da vacina contra a febre amarela. Segundo ela, o período de imunidade da última dose que tomou se encerrou no ano passado, não estando disposta a deixar o sentido de prevenção de lado. “Melhor prevenir agora que sofrer as conseqüências depois”, lembrou. A também estudante Flaviana da Silva de Melo, 20, não portava a carteira de vacinação para comprovar a data da aplicação da última dose, porém, lembra que se vacinou em 1999. Mesmo estando dentro do período de cobertura, ela prefere não esperar até o ano que vem para repetir o processo. “Não vou deixar para amanhã o que posso fazer hoje”, destacou. O braçal Raimundo Nonato Rodrigues Alves, 46, morador do bairro Taquari, afirmou que havia tomado a última dose da vacina em 1980 e que se apressou em buscar o posto devido às notícias de intensificação da doença nas outras regiões do Brasil. “A gente costuma deixar tudo para a última hora, até a prevenção das doenças”, ressaltou. Os atendentes do Posto de Saúde Augusto Hidalgo, no Palheiral, disseram que a procura pela vacina se intensificou na quinta-feira da semana passada, sendo que até ontem já haviam sido aplicadas mais de 250 doses. “Se continuar assim, teremos que pedir o reforço da saúde para garantir o atendimento”, explicou uma das técnicas do serviço público. Não existe risco de surto em Rio Branco O secretário municipal de Saúde, Eduardo Farias, tranqüiliza a população assegurando que não há risco de surto na capital, tendo em vista o monitoramento da doença por meio das campanhas periódicas de prevenção. Segundo ele, são aplicadas anualmente em Rio Branco 25 mil doses da vacina, sendo que a cobertura, nesse sentido, é superior a outras regiões do país e equivale a 118%, já que envolve as pessoas que estão em trânsito na cidade. Eduardo Farias disse que no meio da população da capital pode haver pessoas que por alguma razão não compareceram aos postos durante as campanhas para se vacinarem e que essas devem procurar se imunizar. No entanto, a população deve observar a data da aplicação da última dose antes de buscar o atendimento nas unidades. “As pessoas devem ficar tranqüilas e verificar na sua carteira de vacina a validade da última dose que tomou”, frisou. O secretário explicou ainda que a vacina assegura a imunidade por dez anos e que a última grande campanha no Acre ocorreu em 1999. Na ocasião, ela foi aplicada junto com a terceira dose da vacina contra a hepatite “B”, durante ação preventiva, promovida pelo governo do Estado. Os casos de febre amarela na Amazônia existem devido à prevalência do mosquito transmissor, assim como também já é maior o cuidado dos gestores em aumentar as medidas preventivas contra a doença. Como ocorre a febre amarela A febre amarela se diferencia em dois padrões epidemiológicos: o urbano e o silvestre. O primeiro deve-se a ação de um mosquito de hábitos urbanos, o “Aedes aegypti” (também transmissor da dengue). Ele transmite a doença de pessoas doentes a uma população sensível, e que apesar de não ocorrerem casos há mais de cinqüenta anos, volta a causar temor pela possibilidade de sua reemergência. O fato pode ocorrer devido à intensa proliferação do mosquito “Aedes aegypti” nos grandes centros urbanos do país no momento atual. O ciclo silvestre, por sua vez, é mantido pelas fêmeas de mosquitos antropofílicos (especialmente do gênero Haemagogos), as quais necessitam de sangue para amadurecer seus ovos. Elas têm atividade diurna na copa das árvores, ocorrendo à infecção acidental do homem ao invadir o ecossistema viral. Principais sintomas Após um período de incubação médio de três a seis, dias surgem os primeiros sintomas da doença: febre alta, cefaléia, congestão conjuntival, dores musculares e calafrios. Algumas horas depois podem ocorrer manifestações digestivas, tais como, náuseas, vômitos e diarréia, correspondendo à fase em que o vírus está circulando no sangue (período de incubação), evoluindo em dois a três dias para a cura espontânea (Período de Remissão). Formas graves da febre amarela podem surgir um ou dois dias, após a cura aparente, observando-se aumento da febre e dos vômitos, assim como a prostração e icterícia (período de intoxicação). Em seguida surgem outros sintomas de gravidade da doença, tais como, hematêmese (vômito negro), melena (fezes enegrecidas), petéquias (pontos vermelhos) e equimoses (manchas roxas) em várias regiões da superfície corporal, desidratação, agitação, delírio, parada renal, torpor, coma e morte (em cerca de 50% dos casos). Na prevenção da febre amarela, o fundamental é a aplicação da vacina “Anti-Amarílica”, na dose de 0,5 ml por via subcutânea, com aplicação de reforço a cada dez anos. (Informações técnicas obtidas no site: www.saudevidaonline.com.br). | |
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