COTIDIANO

Cultura que se come, que se pensa...

A catalogação do patrimônio histórico-cultural de caráter material que gera emprego e renda

 


A aprovação de lei que torna o tacacá um patrimônio cultural acreano é um reconhecimento público da influência deste alimento originalmente criado pelos índios e que se incorporou de tal forma à nossa gastronomia que, seus pontos de venda, além de movimentar a economia local gerando emprego e renda, funcionam como ponto de encontro onde seus apreciadores foram rodas de amigos.

Estes elementos materiais e imateriais que constroem identidade acreana está sendo catalogado pelo setor de cultura do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-Ac) trabalhando em parceria com as prefeituras, centros de florestania e o Serviço Social do Comércio (Sesc) nos principais municípios do Acre.

Os preparativos para este trabalho foram iniciados na primeira semana de março quando a equipe liderada por Alex Lima o gestor deste projeto pelo Sebrae-Ac, esteve realizando reuniões nos municípios de Assis Brasil, Brasiléia e Epitaciolândia. Na segunda semana foram visitados Porto Acre, Bujari e Sem Madureira e, nesta semana as cidades de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Feijó.

“Neste primeiro momento estamos orientando os pesquisadores para que estejam atentos a todas as formas de patrimônio histórico-cultural, seja ele material como, por exemplo, um edifício, máquina, livro ou móvel, como também a produtos como é o caso da cajuína em Xapuri, os sabonetes de seu Manoel em Mâncio Lima ou pessoas que atuam como contadores de história, artistas e até nossas tradicionais parteiras e rezadeiras”, explica Alex Lima.

A catalogação desses bens e informações darão origem a um catálogo que permitirá a elaboração de projetos e futuras ações pela documentação e estímulo à preservação deste patrimônio acreano.

“Conhecendo qual é e onde está esse nosso patrimônio poderemos atuar de forma a otimizar seu aproveitamento e até gerar negócios que além de preserva-los podem estimular o surgimento de uma economia cultural geradora de emprego e renda. Estas ações práticas ganharão maior destaque a partir de 2009 tendo como parceiros o Sebrae, as fundações Elias Mansour e Garibaldi Brasil além do Sesc e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

 

 
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Rio Branco-AC, 15 de março de 2008
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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