| OPINIÃO | ||
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Maria Regina Canhos Vicentin |
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Mãe é uma só que a gente tem no mundo... Quando era pequena aprendi na escola uma música que começava com essas palavras: “Mãe é uma só que a gente tem no mundo”. Jamais esqueci essa frase. Minha mãe e eu sempre tivemos um relacionamento bem próximo e, talvez até por isso, cheio de conflitos em vários momentos. Às vezes, logo após uma discussão, vinha-me à mente essa frase, e eu pensava: essa é a minha mãe, minha única mãe. Eu a via como alguém imprescindível, diferente de mim, é claro, mas extremamente importante. Não conseguia imaginar como algumas crianças podiam viver sem ter uma mãe ao seu lado. Era ela quem limpava a casa, cozinhava, lavava, passava, costurava nossas roupas. Era quem cuidava dos nossos machucados, ajudava nas tarefas, afastava o medo nas noites escuras em que o vento insistia em assoviar pelas frestas da janela do nosso quarto. Ela também dava bronca sempre que precisava, e umas chineladas de vez em quando. Estava presente em todas as reuniões de pais e em todas as homenagens realizadas no dia das mães, quer chovesse ou fizesse sol. Acho que minha mãe sempre teve “instinto materno”. Aquilo que algumas mulheres, mesmo mães, não possuem. Esta semana, um dos jornais para os quais escrevo, resolveu fazer uma reportagem referente ao dia das mães. Uma das perguntas da entrevista versava sobre àquelas mães que abandonam ou simplesmente não criam seus filhos, delegando tal responsabilidade a uma outra pessoa, quer seja a avó, a vizinha ou uma conhecida. Logo expliquei que, do meu ponto de vista particular, embora a maioria das mulheres conte com a possibilidade física de ser “mãe”, nem todas possuem o “instinto materno”, ou seja, aquele conjunto de atributos que faz com que uma mulher tenha vocação para a maternidade. Da mesma forma, pode ocorrer que mulheres sem condições de terem filhos biológicos, tenham instinto materno acentuado, o que normalmente as leva a considerarem a possibilidade de cuidar, e até mesmo adotar, filhos alheios. Tais observações têm o intuito de mostrar que nem todas as “mães” exercem a maternidade de forma “vocacionada”. Será que ficou claro? O amor da “verdadeira mãe” pelo filho é algo especial, profundo. Ele está muitas vezes acima da afeição que ela tem por si mesma. É tamanho o zelo protetivo que assombra e surpreende quem não tem noção do que seja esse sentimento. Penso que deve ser realmente instintivo, e como tal, difícil de explicar racionalmente. Pena que o mundo moderno esteja pressionando a mulher para deixar de ser “mãe”! O mercado de trabalho tem exigido tanto dela que acaba sobrando pouco para os filhos. Muitas mães têm de optar entre dar o pão ou a atenção. Isso tem tido sérias implicações a nível emocional. Participei de uma homenagem às mães por esses dias na escola em que os meus filhos estudam. As crianças estavam super ansiosas por aquele momento especial. Seguindo o exemplo de minha própria mãe, cheguei a alterar meu horário de trabalho a fim de poder participar tanto da homenagem do meu filho quanto da minha filha, ambas no mesmo dia, em períodos diferentes. Obviamente não foi fácil, mas penso que era necessário e importante. Nem todas as mães puderam fazer como eu. Sei que é complicado. Havia alguns rostinhos completamente desolados pela sala de aula. Filhos cujas mães não estavam presentes. Algo realmente muito triste. Mesmo assim fiquei feliz, pois pude ouvir quem dissesse: Quer que eu divida a minha mãe com você? É psicóloga e escritora. Visite o blog da autora: www.mariareginacanhosvicentin.zip.net e deixe seu comentário. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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