POLÍTICA

Adesão à greve é mínima

Professores ignoram chamamento do sindicato e permanecem nas salas de aula

Regiclay Saady
Na maioria das escolas do Estado, as salas de aula permanecem lotadas e os professores, trabalhando normalmente


Renata Brasileiro

Na manhã de ontem, em frente à Assembléia Legislativa - onde os professores em greve se encontram todos os dias -, a mensagem transmitida em uma caixa de som para quem quisesse ouvir era: “Mães, não levem seus filhos para a escola, pois a greve continua!”.

O aviso, no entanto, não procede com o que se pode ver na maior parte das escolas da rede pública do Estado. Nas salas de aulas, grande parte dos professores continua mostrando serviço, e quando faltam não é para ir a uma assembléia do Sinteac, avisa uma das professoras contrárias ao movimento. “É por motivos pessoais mesmo. Doença, por exemplo.”

Na escola João Mariano, no bairro Taquari, os 900 alunos dos três turnos não ficaram sem aula um dia sequer desde que o movimento foi iniciado, disse a coordenadora da instituição, Cleilde Bezerra.

Ela disse que todos os professores são livres para aderir ou não ao movimento e que em nenhum momento a direção da escola influenciou na decisão dos profissionais.

“Eles não foram acompanhar a greve porque não quiseram, porque sabem que não é viável para eles mesmos ter que parar agora e quando for nas férias do meio ano terem que trabalhar. Todos nós sabemos que os alunos não podem ficar sem aula, que de uma forma ou de outra a hora/aula precisa ser reposta”, destacou.

Diante da situação, ela alerta a todos os pais de alunos que verifiquem se a escola do seu filho aderiu à greve de fato. “Tem muitas escolas que estão tendo aula normalmente, mas alguns pais não sabem porque a notícia que se tem é de que os professores estão em greve. Mas é bom que fique bem claro que não são todos que estão no movimento”, reforçou.

O sindicato esteve em algumas escolas na semana passada na tentativa de convencer os resistentes a participar da luta através da greve. Os trabalhadores exigem do governo um reajuste salarial de 26,70% e também que os profissionais em educação lotados no município recebam salários equivalentes aos que são pagos pelo Estado.

A pauta de reivindicações inclui também o retorno da gratificação a título de regência de classe, suprimida dos contracheques pelo governo, além do pagamento do adicional noturno para os que trabalham como vigias.

 
 
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Rio Branco-AC, 15 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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