COTIDIANO

Desenvolvimento estratégico

Banco da Amazônia realiza encontro de Planejamento Integrado para o Desenvolvimento Sustentável

 


Juracy Xangai

Empresários, representantes de instituições financeiras, governo do Estado, prefeituras e organizações não governamentais participam do Encontro de Planejamento Integrado para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia iniciado ontem e que termina no final da tarde de hoje, no auditório do Sebrae-centro.

A reunião foi iniciada com uma avaliação sobre os resultados alcançados com as ações realizadas em favor da piscicultura, indústria florestal integrada e turismo, escolhidos como prioridade para o desenvolvimento do Acre durante a reunião de planejamento do ano passado. A partir destes resultados são definidas correções a serem feitas e até o acréscimo de mais uma ou duas prioridades, conforme o caso.

“A indústria florestal integrada é a que vem atraindo maior volume de investimentos e resultados com a instalação de indústrias como a Triunfo, Indústria de Tacos e a Eufran, por exemplo”, explicou o gerente regional do Banco da Amazônia, no Acre, Marivaldo Melo.

Segundo ele, quando analisamos o crescimento das exportações, esse é um setor que ganha cada vez mais importância. A indústria já gera 17% da renda do Acre, diminuindo com isso a participação do Estado que era de mais 60% e agora já se reduziu para 36%. Isso, na prática, representa um rápido crescimento econômico no Estado.

“Em 2005, só nós do Banco da Amazônia liberamos R$ 85 milhões em investimentos para o setor produtivo do Acre. Neste ano já liberamos mais de R$ 20 milhões e, olhe que a maior parte dele começou agora no segundo semestre quando começa o ano agrícola. Nossa meta é liberar pelo menos 120 dos 160 milhões que temos para investir no Acre pelo FNO, fora as outras linhas de crédito”, garante Marivaldo.

De acordo com ele, considerando o movimento financeiro do Banco da Amazônia em igual período do ano passado, o lucro do banco cresceu 52% neste ano.

A importância disso pode ser avaliada numa comparação nacional feita pelo Banco Central que analisando a eficiência de 50 instituições financeiras classificou o Banco da Amazônia em 23º lugar. Outra boa notícia é de que apesar do alto volume de empréstimos efetuados, a taxa de inadimplência está na faixa de 2,7%.

No geral, os três setores que mais cresceram foram o comércio, a indústria e os serviços. A pecuária que vinha mantendo bons lucros nos últimos anos, entrou em crise por conta da seca, da aftosa e ainda sofre as conseqüências da queda do dólar e não se sabe ao certo quando o mercado irá reagir.

Os encontros integrados estão acontecendo em toda a Amazônia, sendo os do Acre e Roraima nos dias 14 e 15 de agosto, o de Rondônia e Amazonas nos dias 17 e 18 de agosto e o do Amapá nos dias 21 e 22 deste mês. Os eventos são patrocinados pelo Banco da Amazônia, Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fazenda e Integração Regional, mais Superintendência para a Zona Franca de Manaus (Suframa) e Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA).

 

 
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