| COTIDIANO | |
Feira agropecuária anima produtores do Boa Água Produtor organiza evento de diversão e negócios com as 150 famílias do local para estimular a comunidade |
|
|
Milho verde e batata doce cozidos, mais comidas típicas, bolos, pudins, queijos e doces regionais, bingo e leilão. Teve de tudo na Feira Agropecuária (III Feirágua) realizada no último sábado, dia 12, quando também aconteceu a VI Corrida Pedestre Hamurabi Barbary Mesquita. A feira agropecuária do Projeto de Assentamento Boa Água acontece na colônia do professor Claudionor Carvalho de Mesquita, 66 anos, pai de quatro filhos, que já lhe renderam mais seis netos. A festa já se transforma em tradição na comunidade e o número de participantes e expositores aumenta a cada ano. Eles apresentam seus produtos, participam dos torneios de futebol e outros esportes ou só para rever velhos amigos. “A primeira corrida eu organizei para homenagear meu filho, o engenheiro e piloto de motocross Hamurabi, corrida que tem um percurso de sete quilômetros. Eles disputam nove prêmios. O vencedor leva uma garrota, o segundo uma furadeira e o terceiro um par de botas. Já o penúltimo colocado um vidro de Biotônico Fontoura para se fortalecer e o último, um remédio pra acabar com as vermes”, explica Mesquita. Sempre ativo e bem disposto, ele mostra com orgulho a bandeira verde com o nome da família Barbary Mesquita, promotora do, que neste ano contou com o apoio do Sebrae emprestando as tendas sob as quais foram organizados o palco para os músicos, venda de alimentos e pula-pula para a criançada. “Depois da primeira corrida senti que precisava fazer alguma coisa a mais e foi então que surgiu essa nossa feira agropecuária, que não é como a do governo, mas representa a boa vontade de nossos produtores em trabalhar para o desenvolvimento do Acre”, garante. Oportunidade - A professora Dirlene Maria do Rosário junta-se a outras professoras e funcionárias da escola rural Marilene Mansour, que tem 120 alunos, para fazerem muitos bolos, doces e até queijo que são vendidos durante a feira como forma de arrecadar fundos para as atividades da escola. “Com a venda desses bolos, doces e comidas típicas, nós conseguimos dinheiro para usar em datas especiais como o dia dos pais. Dá trabalho, mas vale a pena porque essa feira e as festinhas que realizamos ao longo do ano animam a comunidade e estimulam as crianças a gostar da escola.” Sobre a mesa as professoras expunham bolos de trigo, de macaxeira, cenoura com chocolate e do tipo pingado. Pudim de leite, salgadinhos variados, churrasquinho, galinha picante e vatapá, além de sucos e refrigerantes. Aprendendo a produzir Já Marilda da Silva Pinto, 18 anos, faz parte de um grupo de 12 alunos beneficiados pelo programa Educação de Jovens e Adultos (EJA), os quais se dividiram em três turmas com cada uma delas se dedicando a uma atividade rural tipo horta, criação de pequenos animais e reflorestamento. “Nosso grupo decidiu formar uma horta onde a gente cultiva diversos tipos de verdura que vão do alface à cenoura. A idéia é trocar conhecimentos e estimular a produção”, relatou. Na barraca as pessoas podiam ver e comprar verduras e até leitões estavam expostos. Cada visitante levava de presente um pinheirinho de espuma (EVA) plantado sobre um copinho de areia, simbolizando o trabalho cooperativo e o plantio dos sistemas agroflorestais. Festa popular - Mesquita fez com simplicidade a abertura da feira agradecendo nominalmente alguns produtores ali presentes e desejando a todos boa diversão. “A gente se sente muito bem em poder trazer um pouco de alegria às pessoas. Nesse momento estamos podendo colher o fruto do trabalho de toda essa gente que lida com a terra, produzindo alimentos para a cidade. Nosso desejo é de que todos se divirtam e colaborem para que a festa do ano que vem seja ainda maior.” Prestigiando o evento, o superintendente do Sebrae do Acre, Cassiano Marques, lembro: “O Sebrae, nesses últimos três anos, vem realizando uma série de ações de incentivo ao empreededorismo rural para que as pessoas passem a tratar suas colônias e fazendas como negócio, pois são verdadeiras empresas que geram produção, emprego e renda para suas famílias”. Cassiano enfatizou: “Festas como essa só acontecem agora porque o governo do Estado, trabalhando em parceria com o governo federal e, agora, a prefeitura de Rio Branco, vem construindo condições favoráveis para o desenvolvimento do setor produtivo e para a melhoria das condições de vida do homem do campo e da floresta. Programas como o Luz no Campo são um exemplo prático dos benefícios que estão sendo levados a milhares de famílias”. Corrida dos pés descalços Colher uma folha de pau-d’arco para colocar presa no calção junto à cintura a fim de evitar a “dor de virago” foi o último preparativo dos corredores que se perfilaram os 18 corredores à beira do ramal Boa Água antes de partirem em disparada após a largada anunciada por Mesquita. Alguns usavam tênis, mas a maioria, já acostumada à luta do dia-a-dia na roça, preferiu correr descalço mesmo porque assim estão mais acostumados. A partida vai um tanto “emboloada”, mas a partir do segundo quilômetro alguns vão tomando a dianteira com os demais seguindo logo atrás num esforço coletivo para não chegar em último lugar que lhes daria como prêmio o remédio para verme. Pouco mais de 20 minutos depois, lá vem Márcio Zéneris de Souza, 20 anos liderando de longe seus perseguidores. “Correr estes sete quilômetros é bem mais cansativo do que parece. Até porque embora a gente não seja atleta, nosso pessoal pega no pesado todo dia, então tem mais resistência para vencer o desafio. Agora que venci a corrida eu vou dar a garrota para minha irmã”. |
|
|
|
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VIA PÚBLICA |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
| |