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Governo inicia pavimentação de mais 20 quilômetros da estrada de Boca do Acre |
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Fernando Araújo, 73 anos, sabe muito bem o significado da palavra isolamento. Há 25 anos ele mora às margens da BR-317, no trecho entre Rio Branco e Boca do Acre (Estado do Amazonas). Segundo o seringueiro aposentado, houve um tempo, não muito distante, em que gastava cerca de três dias para chegar à capital acreana. “A gente sofria demais. Se precisasse de um médico ou de qualquer outra coisa na cidade era aquele sofrimento”, relembra. No último sábado, Fernando era um dos expectadores anônimos do início do asfaltamento de mais 20 quilômetros da estrada de Boca do Acre, como é conhecido o trecho. Da janela de sua casa, ele observava o vai-e-vem de tratores, até a chegada do governador Jorge Viana, do diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), Sérgio Nakamura, de empreiteiros e do senador Sibá Machado, que foram cumprimentá-los. Segundo o governador, com a conclusão do asfaltamento desses 20 quilômetros, ficarão faltando apenas 27 quilômetros para que todo o trecho da BR dentro do território acreano seja asfaltado. “Estamos batalhando pelos recursos para que possamos iniciar os 27 quilômetros ainda este ano. Também estamos estudando uma forma de o Estado recuperar 18 quilômetros, considerado os piores da estrada, que estão dentro do Amazonas”, explica. Foi no primeiro mandato de Jorge Viana que o governo deu início ao asfaltamento dos primeiros 21 quilômetros da estrada de Boca do Acre, do trecho entre as Quatro Bocas e o igarapé Bagaço, cuja conclusão espera apenas a sinalização dos últimos oito quilômetros. Estrada representa infra-estrutura para produtores A Estrada de Boca do Acre abriga nada mais nada menos que três projetos de assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). No Caquetá, Pedro Peixoto e parte do Humaitá moram cerca de 1,5 mil famílias de produtores rurais, responsáveis por boa parte da produção estadual de grãos. Segundo o governador, o asfaltamento da estrada representa a infra-estrutura necessária para que estas famílias possam trabalhar com mais tranqüilidade, além de ser parte importante do plano de desenvolvimento econômico do Estado. “Essa estrada ainda é a Estrada do Pacífico. Nossa intenção é termos um importante porto aqui na divisa com o Amazonas, no Purus. Com o asfaltamento da estrada podemos utilizar balsas oito a dez meses por ano. Com a Estrada do Pacífico, a BR-364, estamos promovendo a solidez da malha viária do Estado”, explica. Segundo Viana, as obras de asfaltamento das BRs são a maior mudança na geografia econômica da região. Parte integrante da luta em prol do asfaltamento da Estrada de Boca do Acre, o senador Sibá Machado relembrou o tempo em que sequer sonhava com o asfaltamento da BR. “Naquele tempo andávamos aqui na poeira ou na lama, mas sequer lutávamos por asfalto por acreditar que era impossível. Hoje podemos sonhar até mesmo com a ligação por asfalto até Boca do Acre”, conta. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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