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Ritmo paraense será dançado em Rio Branco Fundação Garibaldi Brasil oferece oficinas de Dança do Carimbó |
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Os pés descalços marcam o ritmo; a leveza das saias coloridas faz com que os franzidos planem sob o vento; as pulseiras e os colares com suas grandes sementes também balançam com os braços elevados em forma de “L”. Do mesmo modo, os cabelos ornamentados com ramos de rosas ou jasmim seguem o gingado do corpo. Esta é a dança do carimbó, onde homem e mulher dançam soltos, acompanhando o ritmo da música e sua poesia. Aos homens, com o lenço vermelho no pescoço, não é proibido fazer requebros, misturas ou qualquer tipo de galanteio à dama.
O Carimbó, criado pelos índios Tupinambás e aperfeiçoada por escravos, é uma das uma das mais extraordinárias manifestações artísticas do povo paraense. Saciava a necessidade que os escravos sentiam de se divertir. Era o melhor meio de fuga lúdica para o povo sofrido, pois nas letras das músicas está a sua manifestação e o seu romantismo e desilusões. “Se eu soubesse que tu vinha, eu fazia o dia maior, dava um nó na fita verde, pra prender o raio de sol”, diz uma das canções do velho Lucindo, um dos importantes mestres da dança. “Hoje em dia, o Carimbó é um ritmo da região amazônica e de todos nós”, afirma Camila Cabeça, a facilitadora da oficina da dança do Carimbó que será realizado no Parque Capitão Ciríaco, pela Fundação Garibaldi Brasil. Segundo Camila, a oficina tem como objetivo resgatar, por meio da história, o modo de dançar, cantar, as indumentárias e origens da dança. “Hoje, o carimbó chega com alguns paraenses para somar aos acreanos a identidade de um povo único, um povo amazônico”, diz. As inscrições para a oficina de Dança do Carimbó são gratuitas e podem ser feitas até sexta-feira (18), no Parque Capitão Ciríaco. Mais informações pelo telefone: 32240269 ou 32242503. |
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