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A Princesinha do Juruá em festa Cruzeiro do Sul comemora movimentação de visitantes com o Novenário de Nossa Senhora da Glória |
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Uma vez ao ano, a segunda maior cidade do Acre, Cruzeiro do Sul, vive dias e intenso movimento. O motivo: o novenário de Nossa Senhora da Glória, que acontece de 6 a 15 de agosto. Ruas agitadas, noites de festa e agitação no comércio são reflexos do que o evento gera. É exatamente no oferecimento de serviços que a economia da cidade se torna uma das grandes beneficiadas. Os hotéis da cidade estão lotados com hóspedes desse e de outro motivo. É que ontem, também aconteceu na cidade a Assembléia Aberta, realizada pela Assembléia Legislativa do Acre (Aleac), e ajudou a acelerar o ritmo da grande Cruzeiro do Sul. Restaurantes precisaram reforçar o atendimento para garantir a alimentação de todos os clientes. Ainda que provinciana, Cruzeiro do Sul atua ao seu jeitinho para momentos que geram o crescimento do lugar. É a hospitalidade, a simpatia do povo e a boa receptividade que fazem a diferença, inibindo a assustadora movimentação que interrompe sua tranqüilidade e pede mais de seus moradores. Mantendo tradição aliada à modernidade, a cidade tem na área dos mercados, à margem do rio, sua rusticidade e potencialidade. É no Mercado do Agricultor que muitos visitantes aumentam o volume da bagagem no retorno para casa, afinal, farinha e biscoito de goma de mandioca não podem faltar entre os presentes regionais do Juruá. Orleilson Gonzaga atua no lugar há 26 anos e garante que a festividade de Nossa Senhora da Glória dá motivos para boas vendas. O vendedor Franceudo Costa, 18, mesmo com a pouca experiência, já sabe a importância da festa para a economia da cidade. “Todo mundo que vem aqui procura a farinha e o biscoito para levar. Os agricultores precisam reabastecer com mais agilidade os comerciantes”, comenta. Edmilson Gomes, 40, que trabalha há 15 no mercado, ressalta que as vendas aumentam em 70 a 80% com os visitantes de cidades vizinhas e até da mais distante Rio Branco. Comércio - Saindo dali, é hora de entrar em outro mercado, onde verduras, legumes e outros produtos de colonos são vendidos no espaço que eles chamam de Travessa do Mercado. As vendas, José Raimundo, 30, garante que são maiores e os compradores, os próprios cruzeirenses, que capricham no cardápio de cada dia para agradar os familiares e amigos que residem em outras cidades e se hospedam em suas casas no período da festa. Além dos lojistas locais, outros também se aventuram nas vendas durante o novenário e contratam pessoas do lugar para atender a clientela que busca roupas. Helena Silva, 23, conta que há três anos estava desempregada e no prazo de 20 a 30 dias tem emprego certo como atendente nas barracas de confecções. Quem aproveita mesmo o preço baixo das roupas são os ribeirinhos, colonos e seringueiros, que na vinda à cidade participam da festa e renovam o guarda-roupa não pela vaidade, mas pela necessidade. É a cidade de Cruzeiro do Sul em momento de comemoração. | |
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