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Tião destaca sucesso de Marina Silva na Amazônia Senador fala do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da região |
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Brasília - Não emissão de 410 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2), não destruição de 1,7 milhão de hectares de floresta (equivalente a mais de 16% da cobertura florestal acreana) e salvamento de mais de 20 mil aves e mais de 750 primatas. Esse foi, na opinião do senador Tião Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado, um dos principais ganhos que a Amazônia teve nos últimos três anos com a responsabilidade sócio-ambiental imprimida pela ministra do Meio Ambiente, a acreana Marina Silva, que começou a despontar para a política no Acre justamente por fazer empates contra as derrubadas e queimadas da floresta do Estado. Fazendo da tribuna do Senado um balanço dos números extremamente favoráveis obtidos pelo Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia (PPCDA), lançado em março de 2004 pelo presidente Lula e coordenado pela ministra Marina Silva, o senador Tião Viana destacou “a redução extraordinária” que houve desde então na devastação da maior floresta tropical do mundo. Pelos dados dos satélites monitorados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na Amazônia caiu de 27 mil quilômetros quadrados registrados em 2004 para 18 mil km km2 em 2005 (queda de 34%), chegou a 14 mil km2 no ano passado (queda de 25%) e deve se situar em 9.600 km2 este ano (queda de 31%), sempre levando em conta que o período contabilizado pelo Inpe vai de agosto de um ano a julho do outro ano. “Houve uma redução extraordinária se verificarmos a dificuldade histórica do controle e redução do desmatamento na Amazônia”, disse o senador, ao citar como exemplo o que houve no ano passado em São Félix do Xingu, no Pará, município que mais desmatou no país em 2006. A intensa fiscalização por parte do Ibama e da Polícia Federal fez com que aquele município paraense reduzisse seu desmatamento de 1.400 km² ocorrido no ano passado para 764 km², ou seja, uma redução de cerca de 50%, uma das maiores constatadas na Amazônia. O senador Tião Viana também destacou a queda do desmatamento da floresta do Acre, onde saiu dos 541 km2 desmatados em 2005 para 323 km em 2006, seguindo tendência de queda desde 2003, quando o estado desmatou 885 km2 e em 2004, 766 km2. No ano passado, o Acre voltou a apresentar desmates em níveis inferiores ao ano de 2000. “Temos o dever de veicular, da melhor forma possível, um trabalho sério, sustentável, que tem sempre um objetivo claro de alcance, de conquista, para a sociedade brasileira: a luta pelo meio ambiente. E a luta da ministra Marina Silva é mais do que uma luta de um servidor público, de um servidor do Estado brasileiro, é a causa de uma vida e de uma geração de ambientalistas que procuram construir um país com responsabilidade socioambiental”, assinalou Viana. | |
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