OPINIÃO
   EDITORIAL

Do Editor

 

Que horas são?

São duas horas de diferença no relógio do acreano em relação aos ponteiros dos relógios de Brasília e de quase todos os Estados brasileiros. Essa diferença no fuso horário já deu muito que falar nas rodas de políticos e na própria sociedade acreana, que reclama dos problemas acarretados por ela.

As reclamações vão desde as questões ligadas às administrações econômico-financeiras até a aviação e a programação da TV, que por essas bandas passa bem mais cedo. Visando mudar a situação, o senador Tião Viana propôs no Congresso a alteração no “fuso” de duas horas para uma hora. A idéia recebeu o apoio irrestrito dos acreanos e de parte do Amazonas, que também enfrenta a situação. A sociedade acreana afirma que o Acre não é mais um Estado isolado e, se servir de suporte para mais adesão à proposta, ele é um legítimo brasileiro porque lutou para isso.

Porém, se isso não bastar, pode-se olhar para um povo politizado e de uma formação cultural invejável, que merece ter o mesmo tratamento dos demais brasileiros. Do ponto de vista dos pais, educadores e demais defensores dos direitos da criança e do adolescente, a diferença absurda de horário também é um desrespeito à infância no que diz respeito à programação da TV.

O certo é que todas as comunidades do Acre e de parte do Amazonas estão torcendo para ver os ponteiros dos relógios trabalharem sem marcar muita diferença de tempo.

 

 
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Rio Branco-AC, 15 de agosto de 2007
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