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Créditos para MPEs Empreendedores do Juruá se organizam e elaboram projetos que vêm ao encontro do desenvolvimento do Acre |
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Organização e planejamento. Esse foi o diferencial que garantiu a oito microempresários do Vale do Juruá serem os primeiros do Acre a ter seus financiamentos aprovados pelo Banco da Amazônia por meio do FNO Comércio e Serviços, mais FNO Rural, cujas condições de pagamento são facilitadas pela baixa taxa de juros e prazo mais alongado. Foram atendidos comerciantes, pecuaristas e industriais de Cruzeiro do Sul e Feijó, que juntos tomaram empréstimos da ordem de 1.653.000. Para Cruzeiro do Sul foram liberados R$ 166 mil para um projeto mercantil, outros R$ 350 mil para um depósito de trigo, R$ 438 mil como custeio pecuário e R$ 169.000 para uma vidraçaria. Mais dois financiamentos para Feijó - R$ 150 mil para a construção do prédio e capital de giro para uma bicicletaria - e R$ 400 mil para um hotel e restaurante. “O dinheiro está disponível para ir sendo liberado conforme a comprovação dos investimentos. É interessante notar que os microempresários do Juruá estão conseguindo maior sucesso do que os das demais regiões do Acre na liberação de seus financiamentos. Isso está acontecendo porque eles vêm conseguindo se organizar e elaborar projetos mais condizentes com a realidade voltada ao desenvolvimento local”, destacou Marivaldo Melo, gerente regional do Banco da Amazônia, que prestigiou a cerimônia de assinatura dos contratos de financiamento realizada durante a Expoacre Juruá. A maneira arrojada e criativa dos empreendedores do Juruá faz com que surjam projetos como o comandando pelo artista Maqueson Pereira, cujos trabalhos de marchetaria estão sendo produzidos em escala industrial graças a um financiamento do Banco da Amazônia que permitiu ampliar sua linha de produção industrial de arte refinada. A maior parte da burocracia que dificultava a liberação de recursos, especialmente aos micro e pequenos empresários, já foi eliminada, embora ainda haja ajustes a serem feitos, uma vez que vão surgindo de acordo com as necessidades do setor. Mas a verdade é que hoje o maior problema das empresas para conseguir um financiamento está na sua própria desorganização, que vai da falta de controle de custos e gastos até o atraso ou não pagamento de encargos e obrigações sociais. “Faço questão de lembrar que, como o FNO é um dinheiro público que vem do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre a Produção Industrial (IPI), por isso mesmo não podemos liberá-lo para quem não está em dia com suas obrigações frente ao país. O objetivo principal desse dinheiro é estimular o desenvolvimento econômico e social do Estado”, garante Marivaldo. Vencendo desafios - Nascido em Feijó, Ismael Souza Pinheiro, 25, mudou-se para Rio Branco, onde trabalhou por três anos no Lojão dos Parafusos. Gostou do ramo e decidiu que montaria uma loja de ferragens e equipamentos em sua cidade natal. Há quase dois anos voltou para lá e, informalmente, abriu uma pequena loja, onde começou a vender desde parafusos a equipamentos e ferramentas para marcenaria. “Esse período de informalidade foi muito importante para que eu aprendesse a administrar as coisas e pegasse a ‘manha’ do negócio. Meu avô e meu pai sempre foram pessoas que gostaram de andar dentro da lei. Espelhado neles, resolvi formalizar meu negócio e registrei a Casa das Ferragens. Sei que ainda vou enfrentar muitos imprevistos, mas estou pronto para vencer todos eles com a ajuda dos amigos e de Deus”, afirmou. Organizar é preciso - Marcos Venício Alencar de Souza é o presidente da Associação Comercial do Alto Juruá (Acaj), que vem focando suas ações na organização e qualificação dos empresários daquela região como forma de prepará-los para saber aproveitar melhor as oportunidades que surgirão com a abertura da BR-364 para Cruzeiro do Sul. “O Sebrae, trazendo orientações para que nossos microempresários elaborem seus planos de negócios, e o Banco da Amazônia, liberando financiamentos para tornar esses projetos realidade, vêm sendo nossos grandes parceiros para melhorar o faturamento dessas empresas que criam emprego e geram renda para a população”, disse. Ele próprio é um exemplo desses benefícios que estão sendo conquistados pelos empreendedores do Juruá. “Trabalho no ramo dos supermercados, peguei financiamento do FNO para ampliar meu negócio, tinha cinco empregados, agora tenho 13 e mais que dobrei o faturamento da empresa. Esse é o ponto positivo de acreditar e investir no próprio negócio. Com ele a gente ganha dinheiro e a região se desenvolve cada vez mais.” Ele fez questão de lembrar que o FNO já liberou mais de R$ 350 milhões em financiamentos para projetos de desenvolvimento no Acre. “Mais de R$ 300 milhões foram liberados na gestão de Mâncio Lima, ou seja, nesses últimos três anos. Isso está dando um impulso muito importante ao nosso desenvolvimento.” Boi na engorda - Proprietário da Fazenda Floresta que está localizada no município de Guajará, Estado do Amazonas, Ivo Tomé de Oliveira recebeu financiamento de R$ 226 mil para investir na compra de bezerros magros para a engorda. “Com esse dinheiro pretendo comprar pelo menos 400 animais com idade média de um ano a um ano e meio que vou engordar para o abate.” Então ele fez um esclarecimento interessante num momento em que pecuaristas de todo o Brasil reclamam da dificuldade para colocar seu produto devido aos focos de aftosa surgidos no país. “Aqui no Juruá não tem crise da carne, só para atender Cruzeiro do Sul e os municípios vizinhos do Acre e Amazonas são abatidos uma média de 400 bois por dia. O consumo é grande e a concorrência ainda é pouca, por isso vale a pena investir”, analisou. |
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