VARIEDADES

Designer aconselha criatividade e pesquisa ao artesanato acreano

Juracy Xangai
Samuel Pinheiro apaixonou-se pela
imensa variedade de matérias-primas oferecidas pela vastidão amazônica


Juracy Xangai

Paulista criado no Rio de Janeiro e formado em arquitetura pela Universidade de Brasília (UNB) o designer Samuel Pinheiro Guimarães apaixonou-se pela imensa variedade de matérias-primas oferecidas pela vastidão Amazônica. E com elas faz aplicações ilimitadas na construção civil, movelaria, objetos decorativos, utilitários e jóias.

Artesãos de toda Rio Branco ganharam na tarde de quinta-feira palestra de Samuel Pinheiro. Nela, enfatizou a importância de valorizar a matéria prima regional e, mais que isso, transforma-la numa fonte de renda para a população. A receita para chegar a isso é simples: criatividade.

A palestra foi aberta pelo superintendente do Sebrae, Cassiano Marques que enfatizou: “Temos estimulado o artesanato e o turismo no Acre por entender que estes dois setores são capazes de gerar ocupação e renda a partir de nossos recursos naturais e da criatividade de nossa gente. Palestras de designeres como Samuel Guimarães vem mostrar o quanto é possível realizarmos com as sementes, madeiras e demais elementos naturais da Amazônia a fim de desenvolver o setor produtivo que gera riquezas”.

Ao longo dos últimos dez ano, Samoel veio realizando inúmeras viagens de trabalho à Amazônia e durante dois deles ficou-se em Manaus quando teve oportunidade de manter um contato mais demorado com diversidade de matérias primas locais que vão dos cocos tuumã, inajá, jarinha, sementes como o mulungu, madeiras como o tucumã, sucupira, roxinho, marfim e amarelão, ou pedras como o jaspe colhido nas entranhas de Roraima.

Sempre falando em linguagem simples e direta ele declarou: “Amazônia oferece uma fonte quase infindável de matérias primas, no entanto, é necessário que usemos a criatividade para darmos uma identidade regional aos produtos que saem daqui. Ou seja, tanto o artesanato, quanto móveis e outros objetos precisam ter traços que o identifiquem como produto Amazônico porque isso agregará mais valor às peças por atrair atenção do público lá fora”.

A proposta parece ser simples, mas ele aconselha: “Não é difícil fazer isso desde que as pessoas exercitem a criatividade aliada à dedicação pela pesquisa, seja ela nas bibliotecas e museus buscando cores, formas e desenhos típicos de nossa arte indígena, como também na diversidade de cores e imagens aqui produzidas pela natureza com uma exuberância que não há em qualquer outra parte de nosso planeta”.

 

 
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Rio Branco-AC, 15 de outubro de 2005
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