COTIDIANO

Conselho Popular de Saúde apresenta diagnóstico de hospitais

Marcos Vicentti
Reunião do Cops aconteceu na Maternidade Bárbara Heliodora


Renata Brasileiro

O Conselho Popular de Saúde (COPS) realizou na Maternidade Bárbara Heliodora e no Hospital Infantil um levantamento para identificar, debater e propor soluções para os problemas das unidades de saúde.

Durante vários dias, uma equipe do conselho esteve dentro dos hospitais entrevistando o público atendido e o resultado da consulta foi divulgado ontem, no auditório do Cecon, para enfermeiros, psicólogos e médicos que atuam dentro dos hospitais.

Entre os questionamentos feitos, estava o tempo em que os pacientes esperaram para ser atendido pelo médico. 43% respondeu que foi atendido em menos de meia hora. 9% passou de 3 a 5 horas para ser atendido. E o restante foi atendido no intervalo de 30 minutos a duas horas, de acordo com a pesquisa.

Sobre a qualidade de atendimento dentro da Maternidade Bárbara Heliodora, apenas 7% respondeu o item “muito bom”. 65% marcou “bom” e os demais não ficaram totalmente satisfeitos com o atendimento.

Segundo a diretora do sistema que agrega as duas unidades, Lorena Valensa, o conselho ficou a vontade para realizar o trabalho, sem nenhuma restrição. Ela acredita que o diagnóstico é uma maneira de melhorar os serviços dos hospitais, e avaliou que no geral não há problemas tão graves dentro da unidade.

“Não existe problemas com os profissionais que trabalham nos hospitais. O problema maior identificado foi a falta de leito, e outros detalhes menores que deverão ser solucionados”, destacou.

Ela disse que o mesmo diagnóstico foi apresentado antes à direção do sistema. Por conta da antecipação, algumas medidas já vêm sendo adotadas com o intuito de corrigir os maiores erros.

Até alguns dias atrás, por exemplo, não havia marqueiros dentro das unidades. Doze já foram contratados, evitando que outros profissionais e até mesmo os acompanhantes realizem o trabalho.

“Este mesmo diagnóstico será entregue a secretária de saúde do Estado, que deverá fazer algumas observações. E qualquer problema que houver com os funcionários, faremos uma reunião para fazer os devidos esclarecimentos”, enfatizou.

 

 
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Rio Branco-AC, 15 de novembro de 2006
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