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Dóris vai processar Geraldinho por quebrar seu sigilo bancário Ex-chefe do escritório do senador confessa que tentou se matar |
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Em seu pronunciamento da tribuna do Senado, transmitido para todo o país pela TV Senado, Geraldinho informou, com base num extrato de conta de sua ex-servidora, que ela devia quase R$ 40 mil junto ao Banco do Brasil. “Desses empréstimos em consignação que o Banco do Brasil permite que sejam feitos nas máquinas de auto-atendimento, ela [Dóris] acumulava um bom salário para o Acre, de R$ 3 mil, e compromissos de quase R$ 40 mil com o Banco do Brasil”, afirmou o senador. O senador Geraldinho Mesquita está respondendo no Conselho de Ética do Senado a processo de cassação por quebra do decoro parlamentar ao ter sido acusado por Paulo Santos, outro ex-funcionário seu em Sena Madureira, de ter cobrado mensalinhos de seu salário e de salários de outros servidores de seu gabinete. A denúncia foi feita por Paulo Santos com base em ligações telefônicas gravadas com Dóris em que esta confirma que havia cobrança de mensalinhos tanto do salário de Paulo quanto do dela por ordem do senador do PMDB acreano. Segundo Dóris, o senador não tinha o direito de expor sua situação financeira em público, o que só cabe quando se trata de decisão judicial. “O senador falou do meu salário e, baseado, em um extrato que lhe dei em confiança, ele divulgou publicamente meus dados bancários”, disse ontem a ex-chefe de gabinete. A denúncia de Dóris, segundo seu advogado, se assemelha ao mesmo caso que escandalizou o país este ano, quando o então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, mandou quebrar e divulgar valores da conta bancária do caseiro Francenildo dos Santos, que o denunciara por tê-lo visto numa mansão em Brasília acompanhado de lobistas junto ao governo federal. “No caso do senador, ele mesmo divulgou publicamente o sigilo de uma servidora e de uma cidadã”, assinalou o advogado. A decisão de Dóris de processar o senador pela quebra de seu sigilo bancário também foi comunicada por ela mesma, na última quarta-feira, em entrevista gravada que concedeu à Rádio Difusora de Sena Madureira. Na entrevista, Dóris revelou algo inédito na história de seus desentendimentos com o seu ex-chefe senador, com quem trabalhou por quase três anos e meio. Tentativa de suicídio A ex-servidora confessa que tentou se matar logo depois que ficou sabendo que não prestaria mais serviços ao gabinete do senador. Dóris contou que quando soube de sua demissão, no início do segundo semestre deste ano, chamou sua filha de 16 anos e pediu para ela sair de sua casa, em Sena Madureira. A filha saiu, mas, desconfiada da atitude da mãe, logo retornou para a sua residência, quando a encontrou desmaiada. “Quando ela [a filha] voltou, me encontrou no chão, desmaiada”, confessou Dóris, sem revelar como tentou se matar. Dizendo se encontrar agora em bom estado de saúde, sem apelar nem para os remédios “controlados”, que tomou quando foi “torturada psicologicamente” pelo senador e pela sua esposa Maria Helena para depor em seu favor no Conselho de Ética do Senado, em Brasília, Dóris disse ontem só lamentar que o Senado Federal não tenha decidido investigar as “notas frias” que pegou em estabelecimentos comerciais de Sena a pedido do senador. Essas notas foram juntadas nas prestações de conta que o senador Geraldinho assinou e enviou ao Senado para justificar as despesas da verba que a casa disponibiliza mensalmente para os senadores pagarem determinadas despesas. “Só lamento profundamente que uma casa do povo, como o Senado, silencie diante de tão grave denúncia”, disse Dóris, que tem esperanças de ainda depor no Conselho de Ética do Senado para mostrar provas e falar detalhes das histórias dos mensalinhos e das notas fritas envolvendo o senador Geraldinho Mesquita. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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