COTIDIANO

Emissão de cheque pré-datado está à beira da extinção

Cartões magnéticos caem no gosto dos consumidores

Marcos Vicentti
Presidente da Associação
Comercial do Acre, Adem Araújo


Val Sales

O presidente da Associação Comercial do Acre, (Acisa), Adem Araújo, afirma que a era dos cheques e pré-datados está no fim e que os cartões magnéticos serão a nova moeda de circulação do comércio nos próximos anos. “Cada ano que passa a circulação do cheque diminui e creio que até 2010 o cartão será a moeda da vez”, explicou.

Até lá, segundo ele, do total de moeda que circular, apenas uns 2% ou 3% serão vistos em forma de cheques. Hoje o pré-datado já não representa 1% das vendas e a tendência é que esse tipo de negociação seja abolido. “Hoje as empresas estão lançando cartões próprios e mais vantagens para o consumidor, além de uma série de descontos para quem utiliza esses mesmos cartões”, ressaltou Adem, que é um dos empresários mais respeitados do ramo de supermercados no Estado.

O reforço contra o reinado do pré-datado também veio por meio dos cartões das administradoras comuns. Eles também facilitam o parcelamento e uma série de vantagens para o consumidor que queira pagar à vista ou em parcelas. Com isso, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), também passou a ser mais utilizado para a venda a crediário e não pelo cheque. Isto porque muitos lojistas ainda vendem por meio de boletos e carnês.

“As maiores solicitações feitas atualmente ao SPC estão relacionadas à venda a crédito. Ele oferece várias informações para ajudar na segurança dos lojistas”, lembrou o presidente. Ainda de acordo com Adem, a tendência é que a inadimplência também diminua com o passar dos anos, já que o uso do cartão possui algumas restrições e nem todo mundo tem acesso a ele. “Quem usa o cartão normalmente paga suas contas”, acrescentou.

O presidente e empresário garantiu que a economia no Acre obteve uma melhora significativa nos últimos anos e que a tendência agora é que ela se estabilize. “A tendência é que ela pare como está por enquanto, já que não temos indústrias e estatais. Nossa economia não tem como crescer se não for por meio da indústria”.

 

 
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Rio Branco-AC, 16 de janeiro de 2008
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