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Combate à violência contra a mulher Unidades de saúde públicas ou privadas são obrigadas a registrar o caso imediatamente à polícia |
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O Governo do Acre instituiu neste mês de janeiro a notificação compulsória dos casos de violência contra a mulher nas unidades de saúde públicas ou particulares de todo o Estado. O decreto 1985, de 2 de janeiro de 2008, detalha os procedimentos que devem ser tomadas quando da notificação, que deverá, entre outras obrigações, ser elaborada em três vias: a primeira ficará em poder do órgão de saúde que prestou o atendimento; a segunda deverá ser encaminhada à Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembléia Legislativa e a outra será repassada à vítima tão logo receba alta hospitalar. A lei diz em artigo 5º que as instituições de saúde deverão encaminhar a cada dois meses à CDH/C da Aleac relatório contendo o nome da unidade, número de casos atendidos e o tipo de violência identificada no atendimento,além da via da notificação. A disponibilidade de dados do Arquivo Especial da Violência Contra a Mulher deverá obedecer rigorosamente a confidencialidade das informações para garantir a privacidade das mulheres, podendo ser disponibilizado apenas para a pessoa que sofreu violência ou seu representante legal devidamente identificado; autoridades policial e judiciária, mediante solicitação e aos pesquisadores que pedirem, de modo oficial, para fazer investigações sobre esse tipo de crime. Funcionários serão capacitados para cumprir a lei, “para acolher e assistir as mulheres vítimas da violência de forma humanizada e ética”. O texto aprovado pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo governador Binho Marques prevê penalidades no caso de descumprimento da lei. A regulamentação se dará em até noventa dias a contar da publicação no Diário Oficial. Notificação imediata - A lei potencializa as notificações de violência contra a mulher, que já eram obrigatórias. Por ela, essas ocorrências ganham tratamento diferenciado no atendimento e obriga à notificação imediata. Maioria dos casos no Pronto Socorro é de agressão corporal A maioria dos casos de violência contra a mulher atendidos no Pronto Socorro de Rio Branco está relacionada à agressão física, segundo dados de janeiro a dezembro de 2007. Fevereiro foi o mês em que o PS foi menos procurado para fazer esse tipo de atendimento, registrando 13 casos, e dezembro foi o mês de maior ocorrência: 42 casos de agressão corporal. Os casos envolvendo arma de fogo foram cinco ao longo do ano, de acordo com as informações do pronto-socorro. Os de arma branca, 115. | |
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