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Governo quer discutir impacto negativo das siderúrgicas no Rio São Francisco |
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Brasília - A retirada de lenha em florestas na Bacia do São Francisco é um dos obstáculos principais para a revitalização do rio, na opinião do coordenador-geral do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas do Ministério do Meio Ambiente, Maurício Laxe. Para enfrentar o problema, Laxe considera importante um diálogo com o setor siderúrgico, um dos maiores consumidores de madeira nativa na região. “O cerrado já foi muito impactado por conta desses insumos serem necessários. E agora vem ocorrendo uma nova frente de degradação por conta desse processo produtivo na área do centro-oeste baiano, na área da caatinga”, explicou. Em um acampamento em frente ao Congresso Nacional, desde o início da semana, manifestantes protestam contra o projeto de transposição do Rio São Francisco e pedem a revitalização da bacia como solução para a falta de água no Nordeste. Para tentar reverter essa situação, está sendo realizado em Minas Gerais um seminário sobre a revitalização do São Francisco e o setor siderúrgico. O evento está sendo promovido pelo Ministério Público do estado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. “É preciso diálogo com esse setor para que a gente possa encontrar pelo menos em médio prazo alternativas para que a degradação não continue no mesmo patamar oriundo de um setor produtivo tão importante como o setor de aço no Brasil”, disse Laxe. A meta é recuperar pelo menos 60 mil hectares por ano, segundo ele. O coordenador disse que além de discutir com o setor siderúrgico, é importante também o diálogo com o setor financeiro, dos bancos públicos, para viabilizar o financiamento de novas áreas de florestas plantadas e o reflorestamento de outras áreas degradadas com florestas naturais. “Isso nos permitirá criar o equilíbrio nos insumos e resolver o problema. Se não, vamos estar a cada ano recuperando uma quantidade razoável de hectares e ao mesmo tempo o setor produtivo da área siderúrgica também degradando uma área equivalente”, observou. O seminário iniciou ontem e termina hoje, no Ministério Público de Minas Gerais. É voltado a órgãos ambientais e sociedade civil organizada. (Agência Brasil) |
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