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Certificado de inspeção sanitária vai facilitar exportação de carne Peru tem mercado consumidor atraente para os acreanos |
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Brasília – A exportação da carne bovina do Acre para Pucallpa, no Peru, vai depender apenas da expedição de certificado de inspeção sanitária do Ministério da Agricultura. Foi o que garantiu ontem o secretário de Relações Exteriores do Agronegócio do ministério, Célio Porto, em audiência com o deputado Ilderlei Cordeiro (PPS-AC). O mesmo ocorrerá com a importação de frutas, hortifrutigranjeiros e pescados e seus derivados do país vizinho. Para a entrada os produtos peruanos ingressarem no Acre também é preciso autorização do ministério. “Podemos até pagar a passagem para um técnico ir a Cruzeiro do Sul inspecionar as cargas”, propôs Ilderlei a Porto. Ele ficou de analisar a proposta. Atualmente, o Ministério da Agricultura não possui de posto de inspeção no aeroporto de Cruzeiro do Sul. Mas, segundo Porto, com a ajuda dos parlamentares do Acre, o posto de inspeção poderá ser instalado com rapidez. Ilderlei explicou ao secretário que a entrada de produtos peruanos beneficiará uma população de cerca de 250 mil pessoas, em municípios do Acre e do Amazonas. Além de Cruzeiro, os produtos vindos do Peru também atenderão as cidades acreanas de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Tarauacá e Feijó, e os municípios amazonenses de Guajará, Ipixuna e Eirunepé. Segundo o deputado, os moradores de Cruzeiro do Sul são explorados na compra de verduras. Um quilo de tomate, por exemplo, custa hoje R$ 7,00. O produto chega ao Juruá por via área vindo de Rio Branco (AC), ou de Porto Velho, em Rondônia. Se importado de Pucallpa, no Peru, o quilo do produto ficará em torno de R$ 1,50. A redução de preço ocorre também em relação a outras frutas, hortifrutigranjeiros e pescados. Fortalecer as exportações De acordo com Ilderlei, a reunião com o secretário Célio Porto é um passo importante para aumentar as exportações brasileiras do agronegócio para o Peru. “Além da carne, o Acre poderá exportar madeira, couro, entre outros produtos”, lembrou. Entre 2001 e 2006, as exportações para o Peru cresceram a uma média de 39,28%. Passaram de US$ 286 milhões para US$ 1,5 bilhão. No ano passado, as importações do Peru só com o agronegócio contabilizaram US$ 99 milhões - um crescimento de 6,6%. As exportações são concentradas. Mais de 50% das vendas são constituídas de papel, açúcar refinado, fios, linhas e tecidos de algodão. Já as importações totais do Peru somaram, em 2005, US$ 12,5 bilhões. Desse total, US$ 1,7 bilhões (13,5%) correspondem ao agronegócio (inclui pescados e produtos florestais). Segundo Ilderlei, o volume de negócio poderá ser muito maior. Sua aposta é baseada na Frente Parlamentar Brasil-Peru, por ele idealizada. Ilderlei viaja dia 23 ao Peru, onde acompanhará uma comitiva de empresários e autoridades acreanos. A audiência de Ilderlei com o secretário Célio Porto contou também com a presença do deputado Gladson Cameli (PP-AC). |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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