COTIDIANO

Pesquisas para o melhoramento genético da banana

Embrapa mostrou resultado de estudo durante dia de campo

 

Mauricília Silva
e Diva Gonçalves

Nesta quinta-feira (15), estudantes de agronomia, técnicos e extensionistas participaram do Dia de Campo “Cultivares de banana recomendadas para o estado do Acre e cadeia produtiva da banana no Vale do Acre”, na Embrapa Acre, localizada na BR-364, quilômetro 14, com o objetivo de conhecer as tecnologias relacionadas ao melhoramento genético da bananeira, técnicas para obtenção de novas cultivares resistentes e aspectos relacionados à cadeia produtiva da banana no Vale do Acre. O evento começa a partir da 8h.

A Embrapa Acre (Rio Branco-AC), em parceria com a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas-BA), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, há vários anos vem desenvolvendo pesquisas voltadas para o melhoramento genético da bananeira. Como resultado deste trabalho, cinco cultivares de banana com alta produtividade e resistentes a pragas e doenças já foram recomendadas para plantio no Acre.

As cultivares recomendadas (Maravilha, Preciosa, Thap Maeo, Pacovan ken e Japira) são produzidas no laboratório de biotecnologia da Embrapa Acre, por meio da técnica de fertilização in vitro. Nos últimos cinco anos, cerca de 25 mil mudas foram repassadas a produtores familiares, para multiplicação na propriedade. As pesquisas vêm contribuindo para a manutenção da bananicultura no Estado e melhoria da renda das famílias.

“A banana ocupa papel estratégico na agricultura do Estado. As atividades de transferência de tecnologia possibilitam levar resultados de pesquisa aos diversos públicos rurais, com o apoio da extensão rural e outros parceiros”, afirma Gilberto Nascimento, analista da Embrapa Acre.

Na avaliação de Sebastião de Oliveira, pesquisador da Embrapa Mandioca e fruticultura Tropical e referência em melhoramento genético da bananeira, a banana é um produto com grande apelo social porque, ao contrário de outras culturas, produz o ano inteiro. Outro aspecto é que é possível cultivar pequenos plantios até no quintal de casa, garantindo o consumo familiar. Por outro lado, existem doenças que comprometem a cultura, provocando a perda de até 100% da produção, como é o caso do Mal-do-Panamá e a Sigatoka negra.

Ainda para o pesquisador, estes problemas geram a necessidade de desenvolver alternativas para melhorar a cultura. “Já dispomos de material que pode ser plantado em condições adversas e garantir a produção no Acre. Entretanto, precisamos de mecanismos de apoio para tornar a tecnologia mais acessível e alcançar um número mais de agricultores”, conclui.

De acordo com o pesquisador Amauri Siviero, o atual desafio da pesquisa é desenvolver cultivares com características semelhantes as da banana comprida, com aceitabilidade do consumidor, boa produtividade e resistência a pragas e doenças, em virtude da alta susceptibilidade desta variedade.

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Rio Branco-AC, 16 de maio de 2008
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