Já não era sem tempo!
Ainda que tardiamente, as micro e pequenas empresas do Acre, setor que mais gera empregos e dividendos, lubrificando a engrenagem da economia local, vai receber a devida atenção. Ao se instituir uma Frente Parlamentar de Apoio às MPE, entende-se que os representantes da esfera privada terão em sua defesa aliados de suma importância - os criadores das leis, que atualmente dificultam o crescimento e desenvolvimento de qualquer empreendimento que se atreva a se instalar por essas bandas.
A partir de iniciativas como essas e com a implantação da Lei Geral das MPE em âmbito estadual e municipal é que se pode acreditar em dias melhores para o ramo do comércio e indústria de um país, quiçá de um Estado em pleno desenvolvimento como o Acre. É preciso dar fôlego para que cada vez mais pessoas com espírito empreendedor tenham coragem de se lançar no mercado e, assim, a economia finalmente deixe de ser totalmente dependente do funcionalismo público.
As ferramentas já estão aí para ser utilizadas. A tecnologia está a serviço das boas idéias, para ser usada como instrumento facilitador para novos serviços e produtos, desbravando um sem-número de possibilidades inovadoras ainda não testadas por falta de incentivos. É impressionante o número de empresas que nascem no Estado e, mais ainda, o índice de mortalidade. Sobreviver em meio aos inúmeros obstáculos existentes para aqueles que se atrevem a entrar no mercado já é motivo de comemoração.
Mas é preciso mais. Além de sobreviver, é necessário que se criem condições para que esses mesmos empreendimentos se consolidem e se desenvolvam, não mais vivendo à míngua, subnutridos. Talvez agora, com a lei ao lado daqueles que trabalham com afinco, o tempo das vacas magras tenha chegado ao fim. |