Tião Maia

A primeira casa de farinha de um grupo de 30 a serem construídas no Estado como implantação da primeira etapa de um total de 102 casas será instalada na Vila Campinas, distrito do município de Plácido de Castro, na BR-364, a 60 quilômetros de Rio Branco. As obras terão início nos próximos dias. Outras duas casas serão erguidas em Plácido de Castro.
Reunidos na sede da Associação de Microprodutores Rurais das Chácaras de Vilas Campinas (Amprocamp), na tarde da última quarta-feira, membros da comunidade decidiram que a casa de farinha será instalada em uma de duas propriedades cujos donos se ofereceram como doadores do terreno de 30 metros quadrados para a implantação do projeto. A reunião contou com a participação da presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetacre), Sebastiana Miranda, além de técnicos do Governo do Estado, através da Seaprof (Secretaria de Apoio à Produção Familiar) e do gabinete do senador Tião Viana, que integram a parceria para a execução do projeto – os demais parceiros são o Banco do Brasil, as prefeituras dos municípios, o Sebrae, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a comunidade interessada.
O valor do investimento é da ordem de R$ 2,4 milhões. Os recursos são oriundos do Banco do Brasil, através do programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS), que prevê investimentos em programas socialmente corretos, ambientalmente sustentáveis e economicamente viáveis, como é o caso da cultura da mandioca. Os recursos e a implantação do programa no Acre foram obtidos com apoio do senador Tião Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado, junto à direção do Banco do Brasil. O senador disse que o presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, foi muito sensível ao pleito e lembrou que, a partir dos investimentos, o projeto vai gerar mais de quatro mil empregos, já que cada casa de farinha, funcionando em três turnos, pode gerar até 40 empregos diretos.
A reunião realizada em Campinas ocorreu para que os técnicos dos órgãos executores do programa informassem aos membros da comunidade como funciona o programa. De acordo com Sílvia Monteiro, técnica do gabinete do senador Tião Viana, este é um programa de largo alcance social porque visa estimular o desenvolvimento com apoio da comunidade, priorizando os produtores que já estão evolvidos com a cultura da mandioca e que, com apoio de todos os órgãos envolvidos, só devem melhorar a qualidade do seu produto e aumentar a produção. “Falo pela experiência que obtivemos em Sena Madureira, onde eu milito. Ali nós conseguimos, com este programa, levantar seis casas de farinha nas mesmas condições que estamos propondo aqui e o resultado foi que os produtores saíram de uma renda de R$ 80,00 para até R$ 560,00 por mês”, disse Monteiro.
De acordo com o programa, os envolvidos trabalham em regime de parceria. Cada casa de farinha comporta entre quatro a dez famílias trabalhando. “Não se preocupem porque os estudos feitos pelo nosso gabinete mostram que, se produzirmos farinha de boa qualidade, como aliás muitos de vocês produzem sem as condições que este programa oferece, há mercado suficiente para a farinha do Acre, que é de longe a melhor do Brasil”, disse Ocírodo Júnior, também da assessoria do gabinete de Tião Viana, ex-técnico agrícola do projeto Pedro Peixoto, que funcionava onde hoje está localizada a Vila Campinas.
“Temos necessidade de correr contra o tempo”, disse Elizangela Barbosa Cavalcante, gerente da Seaprof em Campinas. Segundo ela, por exigência da legislação eleitoral, que proíbe repasses de recursos públicos após o dia 30 de junho, o projeto precisa estar pronto antes desta data para que o Banco do Brasil faça sua parte, a liberação do dinheiro necessário. “Para isso, vocês precisam apresentar o local onde a casa será construída com o termo de cessão de uso registrado em cartório por um período de no mínimo 20 anjos. É por isso que estamos aqui, para agilizar o processo”, disse Elizangela. Os técnicos e os membros da comunidade saíra da reunião com dois locais pré-estabelecidos. “Precisamos saber se a água é boa e se o terreno oferece boas condições. Informações prévias que obtivemos os permite dizer que qualquer um dos terrenos cedidos é bom”, disse a técnica.
Professora e líder comunitária em Campinas, Ângela Maia, disse que a instalação desta casa de farinha na comunidade é reflete a seriedade do trabalho do senador Tião Viana no resgate de compromissos assumidos com a população. “O senador vem mostrando que aquilo que ele promete em benefícios, ele cumpre. Foi assim com o Banco Postal, com os Correios e com a energia elétrica no Ramal das Chácaras, que saiu graças aos esforços do senador”, reconheceu.
O presidente da Associação de Microprodutores, Osvaldo Teles da Cunha, o Campinas, lembrou que o apoio do senador permitirá que outros benefícios, como melhoria de ramais e meio de transporte para a produção, também podem sair. “A gente reconhece que as coisas não são fáceis, mas temos quem lute pela gente. De minha parte, vou cobrar do senador e de todas as lideranças políticas para que esses benefícios cheguem até a gente”, disse. |