COTIDIANO

Acreanos farão testes para o Grupo de Paz da ONU

Excelente preparo de três oficiais da Polícia Militar do Acre poderá levá-los a missão especial no Timor Leste

 


Renata Brasileiro

Três oficiais da Polícia Militar do Acre estão sob aviso do Comando de Operações Terrestres do Ministério da Defesa para participar de alguns testes que poderão ser a sua porta de entrada para o Grupo de Paz da Organização das Noções Unidas (ONU) no Timor Leste.

O documento, que confirmou o interesse dos voluntários major Ulysses, tenente-coronel Amarildo e capitão Kinpara, foi encaminhado nesta segunda-feira a Brasília, onde os oficiais terão seus nomes anexados aos demais voluntários de todo o Brasil, os quais também aguardam pelo teste.

Foi o próprio ministério que solicitou do Comando Geral de Polícia no Estado que fizesse as indicações, conforme os requisitos. Algumas exigências são: ter pelo menos dez anos de carreira militar, ter curso de Direitos Humanos e também na área de patrulhamento de alto risco.

Bem disposto e apto a participar dos testes, major Ulysses conta que compor o grupo é uma grande experiência policial que deseja ter. “A gente sempre espera poder compartilhar a nossa experiência e conhecimento com pessoas que precisam”, destacou.

O oficial tem cursos de guerra na selva, combate ao terrorismo, polícia de proximidade, Swat e de direitos humanos, dentre outros realizados fora do país. O campo de experiência e conhecimento do candidato ao grupo é grande, assim como dos demais voluntários acreanos, que também possuem cursos de operações especiais e guerra na selva, por exemplo.

Caso sejam selecionados pelo Comando de Operações Terrestres, os oficiais acreanos devem partir para o Timor Leste com a missão de ministrar cursos e treinamentos, além de auxiliar no policiamento preventivo daquela região. O trabalho deve durar seis meses, podendo ter o tempo prorrogado.

O teste ainda não tem data marcada, segundo o major. Mas a previsão é que eles sejam realizados até o fim deste ano, do qual espera-se selecionar pelo menos 20 homens de todo o Brasil.

“Essa poderá ser a primeira vez que um oficial acreano trabalhará em missões especiais fora do Brasil”, enfatizou o voluntário. “Muitas pessoas dizem que é loucura sair do nosso Estado para ir para um lugar tão perigoso. Mas se formos selecionados, iremos para lá fazer o melhor que pudermos”.

 

 
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Rio Branco-AC, 16 de agosto de 2006
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