| ESPECIAL | |
| ENTREVISTA | |
Falando à Rádio Juruá FM, Binho rebate ataques de Marcio Bittar Binho diz em Cruzeiro que seu governo vai concluir o asfaltamento da BR-364 ligando o Acre ao Juruá |
![]() Binho Marques, ao lado de Jorge Viana e César Messias, cumprimenta fiéis durante procissão em Cruzeiro |
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Ele também afirmou que o trabalho do governador Jorge Viana tem que ser reconhecido por todos, porque nenhum governo trabalhou tanto quanto o de Jorge Viana para que a BR-364 fosse asfaltada. Ao ser questionado sobre os ataques feitos por Marcio Bittar ao governo Jorge Viana e à sua gestão na área da educação, Binho Marques afirmou que tudo leva a crer que o candidato da oposição não gosta do Acre nem respeita os profissionais da educação. Ele disse que todos os avanços conquistados nessa área foram fruto do esforço e da dedicação de milhares de professores, diretores e outros trabalhadores da educação. “O Marcio Bittar pensa que está me ofendendo, mas, na realidade, está agredindo todos que colaboraram comigo para tirar a educação de onde ela estava e colocá-la onde está hoje”, disse. Por que o senhor quer ser governador do Acre? Binho Marques - Porque trabalhamos muito nesses quase oito anos pelo desenvolvimento do Acre, para que pudéssemos chegar mais perto das pessoas. Eu não seria candidato a governador se não tivesse a plena certeza de que encontramos o caminho correto para o Acre. Queremos que o desenvolvimento chegue às comunidades. Não estamos lutando apenas para ganhar o governo. Queremos fazer as coisas andarem cada vez mais para frente, que elas continuem melhorando. Não queremos só a manutenção do que já foi feito. Sonhamos em avançar e a nossa luta continua a mesma de sempre, que é garantir qualidade de vida para todos, principalmente para os mais pobres, que mais necessitam. Quais seriam os principais pontos de seu plano de governo? Binho – O mais importante do nosso plano é que nós o discutimos com a população, diferentemente de alguns candidatos, que dizem ter se reunido com doutores e elaborado o que eles dizem ser um plano. Nós nos reunimos com mais de 4 mil pessoas, em todos os municípios do Estado, e concluímos que precisamos investir pesadamente em quatro áreas para continuarmos avançando: industrialização e estabelecimento de uma política agroindustrial com ênfase nos pequenos negócios, fortalecendo a produção rural para incluir mais pessoas na economia, e mais investimento em infra-estrutura, com prioridade máxima para a conclusão da BR-364, de Rio Branco a Cruzeiro do Sul. O senhor acha possível concluir essa estrada em mais quatro anos de governo? Binho - Tranqüilamente. O governador Jorge Viana já vem trabalhando para que, nos próximos quatro anos, possamos ter sinergia com a Presidência da República e com o trabalho do senador Tião Viana para que possamos trazer para o Acre a quantia de R$ 500 milhões, que é o montante de recursos para concluirmos a obra. A verdade é que foi o governador Orleir Cameli que começou a abrir esta estrada em 1998 e cuja abertura o governador Jorge Viana manteve nos anos seguintes. Só que agora nós queremos abri-la de forma definitiva. Um trecho considerável já estará concluído, já que o governador deixará o governo com a região do Juruá interligada de Cruzeiro do Sul a Feijó, faltando apenas 250 quilômetros para a pavimentação definitiva. Só de pontes, se a gente contar uma a uma, são mais de um quilômetro e meio de concreto armado ao longo da estrada. Então, uma boa parte do trabalho mais duro nós - eu e o César - já vamos encontrar feito e com isso vamos poder concluir os 250 quilômetros restantes. Mas, para isso, ao que tudo indica, não é necessário apenas dinheiro... Binho – É verdade. É preciso que tenhamos credibilidade. O que nosso governo vai fazer é manter a credibilidade que o governador tem em Brasília. Jorge Viana trouxe até aqui as condições para concluirmos o trabalho que ele e o governador Orleir Cameli iniciaram. Esse é um trabalho que não será possível se feito de qualquer maneira. Só será possível se feito com qualidade e credibilidade junto ao governo federal. Asfaltar essa BR só com recursos locais é impossível. Esse não é um trabalho para soluções mágicas. Nós só conseguiremos realizar esse sonho da integração se for com Lula na Presidência, Tião Viana no Senado e a gente no governo do Estado para darmos seqüência a um trabalho sério, austero e comprometido com essa obra. E quais são os outros dois itens daqueles quatros que o senhor falou no início? Binho – O trabalho de inclusão social e a melhoria da gestão pública. Vamos trabalhar mais com os mais pobres, apoiando ainda mais o Bolsa Família do presidente Lula. Hoje temos no Acre 40 mil famílias atendidas e chegaremos a 50 mil até o fim do ano. Mas nós queremos ir adiante porque entendemos que não adianta só a transferência de renda. Temos que garantir formação profissional e microcrédito para que as pessoas e as famílias incluídas nesses programas possam criar seus negócios e sair do programa. Precisamos industrializar, melhorar a produção, abrir os bairros e ramais para que as pessoas tenham uma vida melhor. Temos que lutar para que os jovens tenham ensino profissionalizante e que todos no Acre tenham pelo menos o ensino médio, e continuarmos a garantia de universidade em todos os municípios. E a melhoria da gestão, como será? Binho – Vamos duplicar nossos esforços na educação, na saúde e na segurança pública. Precisamos melhorar nossa gestão com melhoria no atendimento ao público. César Messias e eu vamos atuar de forma enérgica para que todos os órgãos possam atuar de forma mais carinhosa em relação ao cidadão. Nós entendemos que não adianta melhorar a economia, a infra-estrutura e a ação social se o governo não funcionar bem no atendimento ao cidadão. Nós temos consciência de que poderemos fazer muito mais porque há condições para isso. Basta olhar para o Orçamento do Estado, que pegamos com R$ 500 milhões e já estamos trabalhando com R$ 1,8 bilhão. É com isso que poderemos fazer muito mais. De que forma a aliança com o ex-prefeito César Messias poderá ajudar o Vale do Juruá? Binho - Tenho conversado muito com o César Messias em relação ao futuro do nosso Estado. Fiquei impressionado com seu trabalho como prefeito em Cruzeiro do Sul e confesso que e me esforcei pessoalmente para que ele pudesse ser meu vice. E de vice eu entendo. Para um governo dar certo é necessário que haja um vice que trabalha. Eu fui secretário de Educação mesmo sendo vice-governador porque eu queria trabalhar mesmo. O César Messias também é assim: é direto, não tem meias palavras e é trabalhador. Ninguém melhor que o César Messias para compreender quais os melhores caminhos para esta região. E o apoio do ex-governador Orleir Cameli é importante? Binho – É importante não só na eleição. É importante pela compreensão que ele tem das necessidades da população desta região. Seu apoio significa que estamos fazendo uma união pelo Acre. Aliás, o Acre viveu muito com briga e nunca ganhou nada com isso. Esse é o novo momento que o Acre vive. Diferenças todos nós temos, mas são diferenças pequenas diante das necessidades do Acre. O certo é que não vamos fazer nada com briga. Essa união é sinal de que todos amadurecemos. E os ataques que Márcio Bittar vem fazendo ao governo e ao seu trabalho na educação? Binho - Lamento dizer que algumas pessoas falam bobagens por desconhecimento. É o caso do nosso concorrente. Eu estudei em escolas públicas no Acre, desde a infância, e fui professor já adulto. Por isso, sei o quanto a educação melhorou no Acre nos últimos anos. Os números não mentem. Não adianta ele mostrar números individuais. O Enem é avaliação de um aluno. O número correto é do Prova Brasil, em que a prova é aplicada em todos os alunos. O Ministério da Educação contrata uma empresa privada para aplicar prova em todo o Brasil. Por essa medição, o Acre, que era o último lugar quando nós chegamos ao governo, hoje é o décimo primeiro. Hoje o Acre disputa as dez primeiras vagas e vamos para cima do Sul e do Sudeste. Penso que o candidato que disse isso não tem dificuldade só em relação à educação. É que ele nunca administrou nada e por isso sabe muito pouco de gestão pública. Acho que ele perde tempo em querer diminuir o Acre. Ele deveria ficar orgulhoso em relação aos números da educação. Os acreanos sabem disso. Se houve erros, nós temos condições de melhorar, de consertar. Uma coisa é crítica correta. Outra coisa é criticar onde estamos melhor. Quando ele critica a educação, não está ofendendo a mim. Com essas atitudes, ele está ofendendo os professores, os diretores, os coordenadores, enfim, as pessoas que têm dado um duro danado para mudar o que encontramos. Acho que ele tem que falar de assuntos que ele entenda, que não sei quais são. E quanto aos analfabetos? Binho - Os Estados que têm o maior número de analfabetos são Alagoas, Maranhão e outros da região Nordeste. São, lamentavelmente, números alarmantes. Quando chegamos ao governo, o índice do Acre nessa área era de 25% . Mas de 1999 para cá muita coisa mudou. Quem vai atestar isso é um novo censo, daqui alguns anos. Por falta de censo, qualquer número é especulação. Pelo nosso trabalho, todo ano 20 mil são alfabetizados e acho que também nessa área o candidato cometeu outro equívoco. |
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