COTIDIANO

Polícia confirma suspeita sobre morte de Francisco Dantas

Acusado do crime mantém frieza que impressiona os policiais

Marcos Vicentti
Delegado: polícia trabalha com
provas testemunhais e materiais


Val Sales

O servente de pedreiro Rafael Pereira de Abreu, 22, continua preso em uma das celas da 8ª Unidade de Segurança Pública (USP), no Xavier Maia. Ele é acusado de ter assassinado o coordenador do DST/Aids, Francisco Dantas, na madrugada do dia 5 (domingo), e abandonado o corpo em um igarapé na estrada do Quixadá.

Mantendo uma tranqüilidade que impressiona a polícia, o acusado (que não tinha passagem pela polícia) assume que conheceu a vítima há algum tempo e que esteve com ela algumas vezes, sem, no entanto relatar o que aconteceu depois de tê-la encontrado na madrugada do domingo de sua morte.

A polícia chegou até Rafael por meio do testemunho de amigos dele, para os quais havia contado com riqueza de detalhes o que havia feito contra a vítima, desde o encontro com ela até o momento em que se livrou do corpo.

Apesar do silêncio do acusado, as investigações foram encerradas e a conclusão do inquérito depende apenas do resultado de laudos do Instituto Médico-Legal (IML), com relação inclusive à perícia no interior do carro de Dantas para verificar se há vestígio de sangue.

O delegado que acompanha o caso, Alberto Dalacosta Filho, lembrou que o acusado não precisa constituir em relatos provas contra si, já que a polícia não trabalha com a versão dele, mas as provas testemunhais e materiais. “Até o momento a polícia trabalha com a confissão indireta, feita pelo acusado para os amigos. Ele continua sob a custódia da delegacia e, sem retardo, serão feitos os ultimatos para a conclusão do inquérito”, explicou.

Feita a prova material testemunhal, ficou evidenciado que o acusado conseguiu imobilizar e matar a vítima com o famoso golpe “mata-leão” que é o enforcamento pelas costas. Rafael confidenciou para os amigos que depois de matar Francisco Dantas pegou o carro dele e passou por várias pontes em busca de um local distante até encontrar um matagal alto, onde deixou o corpo. Em seguida, abandonou o carro, ainda ligado, em uma das ruas do bairro Floresta.

O acusado teria procurado os amigos para dizer que havia feito algo muito errado, passando a narrar o que acontecera desde o encontro com o coordenador. Na ocasião, ainda teria usado o dinheiro da vítima para tomar cerveja, tendo ainda emprestado o telefone celular de Dantas para um colega fazer uma ligação.

A polícia ouviu o depoimento da pessoa que recebeu uma ligação do celular da vítima, tendo sido com isso obtida a prova material de que o telefone dela estava de posse do acusado e de que o aparelho havia sido usado por um colega de Rafael. “Conseguimos falar com a pessoa que respondeu e a pessoa que ligou.”

 

 
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Rio Branco-AC, 16 de agosto de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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