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Pistas de Congonhas começam a operar ontem com áreas de escape |
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São Paulo - O Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, começou a operar ontem com as pistas de pouso principal e auxiliar mais curtas, para a criação de áreas de escape. Segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), a pista principal sofreu, em cada cabeceira, redução de 150 metros, passando de 1.940 para 1.640 metros. Já a pista auxiliar sofreu uma diminuição de 120 metros em casa extremidade e passou de 1.435 para 1.195 metros. A medida foi determinada quinta-feira (13) pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, depois de constatada a necessidade da criação de áreas de escape nas pistas de pouso do aeroporto, onde, no dia 17 de julho, ocorreu um acidente com o Airbus A320 da TAM no qual morreram 199 pessoas. O objetivo é aumentar a segurança nas áreas de pouso do aeroporto. A Infraero informou que já iniciou um estudo para viabilizar as mudanças. Segundo a empresa, as marcas visuais ainda não foram feitas nas pistas, mas isso não impede que os pilotos respeitem essa demarcação. De acordo com a empresa, as companhias aéreas já adequaram suas aeronaves à nova determinação, o que facilita para que os pilotos respeitem esse limite nas pistas. As obras para realização das marcas visuais deverão ser feitas após licitação e ainda não há data prevista para seu início. No primeiro dia de operação com as pistas de pouso e decolagem reduzidas, o Aeroporto de Congonhas está funcionando normalmente. A Infraero informou que, entre as 6h e as 12h de ontem, nenhum vôo registrou mais de uma hora de atraso. Das 83 decolagens programadas para esta manhã, nove foram canceladas. De acordo com a Infraero, o grooving (sulcos que permitem o escoamento da água da chuva) nas cabeceiras da pista principal ficou pronto na madrugada de ontem. Desde o dia 8 deste mês, Congonhas voltou a funcionar em seu horário normal, das 6h às 23h. Mesmo com a conclusão do grooving, a determinação de que a pista principal seja fechada para grandes aviões comerciais em dias de chuva continua em vigor. Segundo a Infraero, compete à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) inspecionar a pista principal e liberá-la. Já pista a auxiliar, com a redução da área operacional, não receberá mais aviões de grande porte, das categorias 3 e 4. (Agência Brasil) |
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