COTIDIANO

Teatro de rua resgata história do Acre

Trincheiras de Borracha é o espetáculo que vai levar gratuitamente a população o período da Revolução Acreana

Regiclay Saady
Andrea Coelho é a
diretora do grupo de teatro


Renata Brasileiro

Sete atores de Porto Acre resgatarão a história do Estado nesta terça-feira, em frente ao Colégio Acreano. É que o grupo - que trabalha com teatro de rua através do projeto de Lei de Incentivo a Cultura - está fazendo um circuito por oito municípios com o espetáculo Trincheiras de Borracha, o qual recaptura os principais fatos da revolução acreana, da república de Galvez e a participação da mulher naquele contexto.

O período de apresentações começou em setembro e nesse espaço o espetáculo já percorreu Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri, Sena Madureira e Porto Acre. Após a apresentação de Rio Branco, o grupo segue para Senador Guiomard, onde encerra a sua temporada.

Em todos estes municípios a peça tem tido uma excelente aceitação, segundo a diretora do grupo, Andréa Coelho. A princípio, o roteiro do espetáculo havia sido montado com o objetivo de atender o público estudantil, no entanto, outros perfis também vêm sendo atraídos pela arte.

“Percebemos que o Trincheiras de Borracha está agradando bastante o público da terceira idade. Os idosos se identificam com a história por talvez terem participado de parte dela e quando a peça se encerra muitos vêm nos cumprimentar. Isso é gratificante”, destacou a atriz Nani Ribeiro, que interpreta o governador Ramalho Júnior e o coronel Leite Barbosa.

Uma das principais características do espetáculo, além da apresentação na rua, é a sonoplastia ao vivo. Uma banda de forró de Porto Acre é a responsável pela complementação da obra de arte. Os músicos tocam temas que embalam a trama de todo o espetáculo.

“É uma peça muito interessante e tenho certeza que a população de Rio Branco vai gostar. A nossa apresentação aqui vai ser única, nesta terça-feira, às 11 horas, em frente ao Colégio Acreano”, reforça a diretora.

O Acre em estudo

Andréa Coelho, além de diretora, vive o personagem de um seringueiro e do tenente Bulamarque na peça. Para entender mais sobre o comportamento físico e psicológico das pessoas naquela época, ela e todo o grupo fizeram uma ampla pesquisa de campo. “A pesquisa foi muito importante para dar embasamento ao espetáculo”.

Toda a história vivida pelos personagens retrata o que de fato aconteceu na revolução acreana. Para tanto, a pesquisa não se limitou aos livros e se estendeu aos seringueiros antigos e pontos históricos, como o Seringal Bom Destino e o Seringal Caquetá.

“É muito bom poder resgatar a história do nosso Estado através do teatro e poder contá-la para as pessoas, principalmente para os estudantes. Essa também é uma maneira de incentivá-los a buscarem mais sobre essa e outras histórias vividas pelo Estado”, completou Andréa.

 

 
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Rio Branco-AC, 16 de outubro de 2005
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