OPINIÃO
   EDITORIAL

Do Editor

 

O chamado das urnas

No próximo domingo, os eleitores brasileiros vão às urnas. Dessa vez não haverá a escolha de deputados, vereadores, senadores ou outro cargo eletivo qualquer. Haverá, nas urnas, apenas uma pergunta: “Você é a favor da proibição da venda de armas de fogo e munições no Brasil?”. Quem for a favor da proibição deve votar “sim”, quem for contrário deve votar “não”.

Não haverá também a tradicional boca-de-urna nem bandeiraço, carreatas ou outras manifestações comuns às eleições. Mais isso não tira a importância do referendo. Todo brasileiro tem compromisso com a democracia e, portanto, votar faz parte desse compromisso.

Exercer o direito de escolha entre o “sim’ e o “não” representa mais do que apenas a proibição de venda de armas. Por isso é tão importante sair de casa, no domingo, com o título de eleitor em mãos e fazer jus à cidadania.

Não votar, por outro lado, demonstra omissão, falta de interesse com as decisões importantes tomadas no país. Ninguém que deixe de votar tem o direito de criticar essa ou aquela postura política, essa ou aquela forma de pensar, essa ou aquela decisão tomada. Ser cidadão não é só direitos, há os deveres também. Negligencia-los é o que se pode definir de irresponsabilidade social.

 

 
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Rio Branco-AC, 16 de outubro de 2005
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