| POLÍTICA | |
Ceasa-Acre vai comercializar 50 mil toneladas por ano Central de abastecimento vai incrementar comércio acreano |
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Agora está garantido: o Acre terá uma moderna central de abastecimento (Ceasa), que vai incrementar o comércio de produtos agrícolas, agroflorestais e extrativistas e fortalecer milhares de produtores acreanos. O projeto é considerado prioritário pelo prefeito Raimundo Angelim, que vê no empreendimento uma oportunidade única para melhorar as condições de comercialização da produção da zona rural acreana. O projeto Ceasa vem fortalecer uma das metas da administração municipal, que é viabilizar o aumento de renda e da geração de empregos para famílias carentes. O projeto original da construção, com 6,6 mil metros quadrados, está orçado em R$ 7,5 milhões. Para obter os recursos, o prefeito contou com a ajuda do senador Tião Viana, que conseguiu a liberação da verba junto ao governo federal. No início do ano, Tião Viana, acompanhado do prefeito e do secretário municipal, José Fernandes do Rego (professor Rego), reuniu-se com o então ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que apoiou a iniciativa. Com a mudança na direção do ministério, o assunto foi levado, recentemente, ao novo ministro, Luís Carlos Guedes. Com toda sua experiência no ramo, Guedes, que já foi dirigente da Ceasa Campinas e presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), sensibilizou-se de que a Ceasa fará muito bem ao Acre e apoiou o projeto, condicionando sua execução à obtenção de recursos pelo senador Tião Viana, o que logo em seguida aconteceu. Segundo Tião Viana, o projeto da Ceasa está sendo esperado com grande expectativa pela classe produtora rural: “Esta obra será o grande marco para a melhoria da qualidade de abastecimento da população de Rio Branco e dos municípios do seu entorno”- disse. Em princípio, a Ceasa poderá ser implantada na estrada do Amapá, local onde o governo do estado planeja construir um porto seco para aborver o impacto econômico que trará para a região a pavimentação da Rodovia do Pacífico. Porém, o local ainda pode ser redefinido e o projeto pode ser redesenhado. Ceasa acreana pode ser a melhor do país Na quarta-feira última, o especialista em abastecimento e Ceasas, Ivens Mourão, que é consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), fez apresentação para técnicos da prefeitura de vários pontos importantes para o sucesso de uma Ceasa, baseado em suas observações e ainda um histórico da atuação do governo em relação às ceasas. O vice-prefeito Eduardo Marques e o professor Rego também estiveram presentes. Ivens ficou alguns dias observando como funciona o abastecimento em Rio Branco e colocou todo seu know-how à disposição da prefeitura para fazer, talvez, a melhor ceasa do país. “Foi muito bom vocês não terem implantado ainda uma Ceasa, pois certamente teriam problemas”. Certo é que Ivens, conhecedor de todos os erros acontecidos em outras ceasas, com experiências no Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará, etc vai garantir a excelência do projeto acreano. Segundo Ivens, de 1972 a 1988 o governo federal criou e operacionalizou um sistema Nacional de Centrais de Abastecimento com 21 empresas ceasas, que era coordenado pela Cobal. Tendo saído do processo em 1988, o sistema foi desmontado. E só voltou em 2005, já no Governo Lula, com a criação do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), coordenado pela Conab. Com o Prohort, as 55 unidades atacadistas das 21 Ceasas do País estão agora interligadas, por meio de um banco de dados com informações variadas sobre o mercado hortícola nacional. A Ceasa Acre também ficará interligada ao sistema, o que vai contribuir para a modernização da produção e distribuição no Estado. Hortigranjeiros: potência econômica O sistema hortifrutigranjeiro movimenta algo em torno de R$ 10 bi ao ano, mais que grãos e oleaginosas. Além disso, não há nada melhor para segurar o homem no campo devido a uma alta produtividade por hectare, o que também viabiliza projetos de irrigação. Segundo estimativas de 2003, o volume de comercialização nos entrepostos atacadistas das Ceasas atingiu 14,6 milhões de toneladas, o que representou R$ 11,6 bilhões. Dentre estes destacam-se a Ceagesp de São Paulo que comercializa 2,2 milhões de toneladas de hortifrutigranjeiros por ano e a Ceasa-Minas com 1,3 milhão. A Ceasa-Acre deverá comercializar inicialmente cerca de 50 mil toneladas anuais, o que trará um impacto na vida econômica regional. Hoje só existem duas ceasas na região Norte: a de Belém-PA e a de Ji-Paraná- RO. |
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