COTIDIANO

Concurso da Ufac confunde candidatos

Presidente da comissão organizadora acredita que falta de leitura do manual foi o principal motivo do transtorno

 


Renata Brasileiro

Pouca divulgação. Foi esse o termo usado por alguns candidatos ao concurso da Ufac para justificar o notório tumulto na hora de pegar o cartão de identificação. A maioria sequer sabia que os cartões seriam entregues na universidade e esperava receber em casa, pelos correios.

Mas o presidente da comissão organizadora do concurso, professor Domingos José de Almeida Neto, garante que a confusão só aconteceu pela falta de leitura do manual, já que nele constavam todas as instruções a serem seguidas, inclusive onde seriam entregues os cartões.

A professora Gorete Santana, 38, que está concorrendo a uma das 25 vagas oferecidas no concurso, disse que ficou sabendo somente ontem que o cartão estava sendo entregue no campus. “Ainda bem que me avisaram a tempo. Mas mesmo assim só fiquei sabendo por terceiros.”

Outra reclamação da professora foi ter que se deslocar do bairro Morada do Sol, onde mora, para buscar o cartão. “Não sabia que seria esse desconforto todo. Foi cobrada uma taxa de 25 reais para a inscrição e não fizeram o mínimo, que era enviar os cartões para a casa de cada candidato”, disse.

O candidato Utant Paiva, 30, também revelou seu desconhecimento quanto à entrega dos cartões. Ele acredita que houve pouca divulgação dos procedimentos do concurso. “Tenho certeza de que muita gente não vai fazer a prova porque continua esperando a identificação chegar em casa”, comenta Utant.

Mas a confusão não se resumiu somente ao desconhecimento de onde seriam entregues os cartões. O presidente disse que houve um número alto de candidatos que tiveram sua inscrição indeferida simplesmente por falta de atenção. Ele conta que as inscrições tiveram prazo de 1º a 19 de dezembro e a taxa da inscrição poderia ser paga em qualquer caixa eletrônico do Banco do Brasil.

“Acreditando que o mais urgente era efetuar a inscrição, alguns candidatos agendaram o pagamento para depois do prazo. Porém, até o dia 20 de dezembro, o banco passou a relação de quem tinha efetuado o pagamento, e quem agendou para o dia 21, por exemplo, teve a inscrição indeferida”, explica o presidente.

Outro caso que gerou várias anulações foi quem fez a inscrição via internet e em seguida não enviou os documentos exigidos pela comissão do concurso, o que deveria ser feito através dos correios.

Segundo o professor Domingos, quem teve a inscrição anulada teve a oportunidade de regularizar a situação pelo site da universidade, que lançou uma lista de indeferidos e estabeleceu um prazo de 48 horas para que o candidato tomasse as devidas providências. “Mas só uma minoria procurou regularizar a inscrição.”

 
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