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Da Redação

 

SOCORRO, URGENTE!

As produtoras de comerciais televisivos, principalmente, devem contar com especialistas em Língua Portuguesa, para que alguns pecados horrorosos não sejam cometidos pelos que não têm algum domínio do idioma. A frase é a seguinte: “POUCAS COISAS NA VIDA, TÊM UMA SEGUNDA CHANCE”. Primeiro, as COISAS não podem ter chances; as pessoas, sim. Depois, a vírgula separando o sujeito do predicado acaba mesmo com o que há de belo nos olhos das moças que querem enfeitar a propaganda. São crimes hediondos contra o nosso maior patrimônio cultural praticados pela FIRB, uma escola de ensino superior que tenta difundir algum conhecimento, mas se perde em meio a filigranas que já não atrapalham a vida de alunos do ensino fundamental matriculados em colégios da periferia brasileira. (Andrei Oliveira Mota Porfiro, Colégio D. Pedro II)

Roraima na “Economist”

A revista britânica The Economist desta semana traz uma reportagem sobre a polêmica decisão do governo brasileiro de criar uma reserva indígena em Roraima, na fronteira com a Guiana e a Venezuela.

A reportagem diz que a reserva dividiu “completamente” o Estado, uma situação que lembra muito mais a antiga Iugoslávia do que o Brasil, segundo a revista.

“Boa Vista tem um clima etnicamente carregado, mais característico dos Bálcãs do que do Brasil”, afirma a reportagem, cujo título é “As guerras indígenas da Amazônia”.

“As pessoas amam ou odeiam os índios. Não tem meio termo”, afirmou à revista Ana Paula Souto Maior, advogada pró-índios.

A reportagem diz que a reserva está opondo índios e plantadores de arroz, mas diz também que até alguns indígenas são críticos da nova reserva.

Brasil é O 4º país em pedofilia online

O Brasil foi o quarto país do mundo em número de sites de pedofilia infantil em 2003, atrás apenas dos Estados Unidos, da Coréia do Sul e da Rússia, segundo relatório pela associação italiana de proteção aos direitos infantis Rainbow Phone.

O levantamento realizado pela associação sem fins lucrativos afirma que foram descobertos no Brasil, no ano passado, 1.210 sites de pornografia infantil, cerca de sete por cento das 17.016 páginas na Web encontradas no mundo em 2003.

Os Estados Unidos estão no topo da lista, com 61,7 por cento do total, ou 10.503 sites, de acordo com a Rainbow Phone.

A pesquisa afirma que houve um crescimento “extremamente rápido” da presença de pedofilia na Internet, com uma expansão de mais de 70 por cento ante 2002. Além disso, das 17.016 páginas na Web denunciadas, mais de 13.000 oferecem serviços de venda de material com pornografia infantil.

“A Rainbow Phone denuncia a total inadequação de leis nacionais sobre o tratamento a ser dado à pedofilia online”, afirma a entidade no levantamento, acrescentando que há “na maioria dos casos uma total falta de medidas e controle sistemático da atividade por parte dos provedores de Internet”.

Em novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou artigos no Estatuto da Criança e do Adolescente para aumentar de quatro para oitos anos a pena para crimes de pedofilia, inclusive pela Internet.

No ano passado o governo norte-americano lançou a “Operação Predador” para proteger as crianças da pornografia, com a prisão de cerca de 1.600 pessoas. Nesta sexta-feira, outras 15 foram detidas e podem pegar até 20 anos de prisão.

Em setembro, a polícia alemã disse ter quebrado uma aliança de pedofilia global que envolvia 26.500 usuários de 166 países.

Turismo E Daime

Não sei se já existe trabalho semelhante. Se não houver, vai a sugestão à Secretaria de Turismo do Estado, ou mesmo outro órgão ligado a esse setor, para que faça uma pesquisa junto a hotéis, agências de viagens, rodoviárias e principalmente nas comunidades daimistas que cultuam a ayauasca (o chá do cipó jagube com a folha da chacrona) como religião. A doutrina está despertando estrondoso interesse nacional e internacional. Pessoas de vários cantos do Brasil, da Europa, dos Estados Unidos e até mesmo do Oriente Médio chegam (imagine essa mistura: Maomé com Juramidam) ao Acre silenciosamente, acredito eu, para estudar os efeitos do chá como cura espiritual e de doenças e os preceitos da religião criada no Acre pelo mestre Irineu Serra na década de 30 e depois difundida por seus seguidores, que acreditam que o mestre trouxe o terceiro Testamento e a responsabilidade de construir a Nova Jerusalém na floresta.

Daime in Amazônia

Nos últimos dois meses, por exemplo, passaram por aqui italianos, americanos, turcos, paulistas que vieram atrás do Daime. E o mais interessante é que não vieram somente para “tomar o chá”. O objetivo é a pesquisa que depois será vendida lá fora, decerto. Um escritor americano ficou algumas semanas em andanças por igrejas daimistas e comunidades indígenas recolhendo material para um livro que está escrevendo sobre o poder da ayauasca e força da religião na floresta. Aliás, o gringo saiu daqui “maravilhado com essa lugar, que tem um força mágico”, como disse, em um português arrastado.

E tem mais. Ficou impressionado porque aqui “não se paga para tomar o chá”. Falou que na Califórnia, onde mora, a bebida é vendida a U$ 300, equivalente a R$ 900 na nossa moeda. Por isso fica restrita a quem tem “money”. Custa caro, segundo ele, porque o jagube e a chacrona não tem por lá e é importada, pois as ervas são típicas da floresta amazônica, principalmente nessa região do Acre, na fronteira com o Peru e a Bolívia. (Cimoni Oliveira)

Gênio do Chile

A estrela de Jean Beausejour voltou a brilhar. O atacante, que no jogo contra o Paraguai sofreu um pênalti e marcou um gol, na vitória por 3 x 2, foi novamente o destaque do Chile, que empatou com o Brasil por 1 x 1 e garantiu o primeiro lugar do Grupo A.

O resultado mandou a equipe de Ricardo Gomes para a repescagem do Torneio Pré-Olímpico. O time enfrenta amanhã o terceiro colocado do Grupo B. O adversário saíra de Argentina, Colômbia e Equador.

“Não posso dizer que fui o homem do jogo. Seria injusto com os meus companheiros, que correram muito ao meu lado”, disse o atacante.

A foto de Beausejour amanheceu estampada na capa dos principais jornais do país. O Las Últimas Noticias, por exemplo, chamou-o de “Gênio”.

Em entrevista coletiva, o atacante destacou os pontos fortes da equipe contra os brasileiros. “Valeu a garra e a força. Tentamos impor o nosso ritmo no primeiro tempo, mas não conseguimos empatar [Alex abriu o placar aos 18min]. Por isso, quando voltamos do intervalo, nos entregamos de corpo e alma.”

 

 
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Rio Branco-AC, 17 de janeiro de 2004
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