POLÍTICA

CRM define situação de médicos sem registro no Acre

Regiclay Saady
Reunião aconteceu na manhã
de ontem na sede do CRM


Renata Brasileiro

O Conselho Regional de Medicina (CRM) localizou no interior do Estado mais de dez médicos trabalhando sem registro na entidade. Os profissionais, que tem formação fora do país, precisam revalidar a profissão para serem reconhecidos no Brasil, e portanto, estão atuando ilegalmente.

Diante da situação, o conselho pediu uma posição enérgica dos órgãos competentes para que a situação dos médicos fosse resolvida, a fim de que a população receba uma assistência segura. Seis médicos chegaram a ser demitidos em Cruzeiro do Sul e alguns já estão sem trabalhar em outros municípios no Juruá. O resultado não poderia ser outro: a população daqueles municípios está sem médico.

“Não era essa a atitude que esperávamos por parte das autoridades. Se esses profissionais estão atuando nos municípios de forma ilegal, que legalizem a situação deles. Demissão não resolve nada, só complica mais”, disse o deputado federal Henrique Afonso (PT), que reivindicou uma reunião junto ao CRM para discutir a problemática.

A reunião ocorreu na manhã de ontem, na sede do conselho, onde compareceram o deputado Henrique Afonso, os deputados estaduais Luiz Gonzaga (PSDB) e Taumaturgo Lima, o vice-presidente do CRM, José Wilkens Sobrinho, o conselheiro federal Antônio Clementino da Cruz Júnior, o representante regional do CRM em Cruzeiro do Sul, Marcos Roberto Lima e outros membros do conselho.

O conselheiro federal disse que o maior problema do interior é a falta de recursos para a estruturação na área de Saúde. Deste modo, profissionais não revalidados se submetem a receber menos para poder exercer a profissão.

Para ele, assim como para o deputado Henrique Afonso, é mais viável revalidar a profissão destes médicos do que demiti-los e o Estado ou os municípios buscarem contratar outros médicos.

Todos em reunião concordaram com o conselheiro e ficou acordado que uma nova plenária será marcada envolvendo gestores, no intuito de dar uma nova oportunidade aos médicos. A intenção é que um prazo de cerca de dois anos seja dado para que os médicos revalidem a profissão, buscando cursar as disciplinas exigidas em lei nacional para que então eles recebam o registro no CRM.

 
 
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Rio Branco-AC, 17 de fevereiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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