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POLÍTICA

Unidade na Frente Popular do Acre

Parlamentares da FPA mostram que estão unidos até no discurso sobre a sucessão

Divulgação
Senador Tião Viana está
impedido de concorrer ao governo


Val Sales

Os deputados e vereadores dos partidos que integram a Frente Popular do Acre (FPA) estão levando a união que pregam ao pé da letra. Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que inviabilizou a candidatura do senador Tião Viana ao governo do Estado, a maioria das lideranças não arrisca apontar um único nome para a sucessão.

Nas tribunas ou respondendo a questionamentos da imprensa, os parlamentares mantêm o mesmo discurso. Segundo eles, nomes de expressão existem dentro da FPA para ser escolhidos, mas é preciso discutir amplamente o assunto. Sobre o futuro político de Jorge Viana, muitos também acham que a permanência dele no governo seria um fortalecimento a mais para a campanha que se aproxima.

O primeiro a se pronunciar na última quarta-feira foi o líder do governo na Assembléia Legislativa do Acre (Aleac), Edvaldo Magalhães (PC do B). Ele defende a permanência de Viana até o último dia de seu mandato para comandar o processo de sucessão. Magalhães é cotado como possível candidato a candidato a disputar as eleições deste ano como vice-governador. Ainda assim, ele prefere afirmar que só vai existir o nome de um vice depois da escolha do candidato titular.

O presidente da mesa diretora da (Aleac), Sérgio Oliveira Petecão (PMN), também não citou o nome de algum favorito e disse ontem que o time da FPA é forte e deve manter a unidade, que vai ser o diferencial quando chegar a hora da disputa nas urnas “Se a Frente Popular estiver unida, sem a interferência de interesses pessoais, o objetivo comum será alcançado”, ressaltou. Ele é a favor de que o governador não se afaste do cargo para concorrer nas eleições, ressaltando que Viana não é apenas uma liderança do Estado, mas uma figura conhecida e respeitada nacionalmente.

Thaumaturgo Lima (PT) falou do potencial de alguns nomes como o da senadora Marina Silva e do vice-governador Arnóbio Marques. Porém, espera o momento de avalizar o que for de acordo com a vontade da maioria.

“Eles próprios não estão brigando para ser candidatos e vão ajudar a encontrar um nome que esteja num melhor momento para a campanha”, explicou.

A deputada Naluh Gouveia (PT) ressaltou na tribuna que o nome de sua preferência para a candidatura ao governo do Estado é o de Marina Silva e que acredita em seu retorno para o parlamento na próxima legislatura.

O maior capital é o trabalho

Apesar de ainda não ter definido o nome do candidato que vai concorrer nas eleições de outubro, a Frente Popular está confiante na disputa pela sucessão do governador Jorge Viana. O deputado Moisés Diniz (PC do B) ressaltou que o maior capital do grupo é o trabalho apresentado nos últimos sete anos e que pode levar à vitória almejada. Ele disse ainda que a FPA tem vários nomes que a população conhece, mas a escolha será feita depois de conversações entre os sete partidos que compõem a coligação. O comunista defende que a concorrência para o cargo de vice na chapa do PT fique com o PC do B. Além do PT e do PC do B, também integram a Frente Popular do Acre o PV PSB, PT do B, PMN e PSDC.

“Situação” unida na Câmara

Os vereadores que formam o bloco da situação na Câmara de Rio Branco também se mostram unidos, inclusive quando o assunto é a sucessão do governo. Jessé Santiago e Jonas Costa (PSB), assim como Pedrinho Oliveira (PMN), aguardam a definição do nome que vai concorrer ao cargo de governo pela Frente Popular para auxiliar na campanha. Parte dos parlamentares da casa pretende lançar candidatura para o legislativo estadual.

Pascoal Khalil, Márcio Márcio Batista e Ariane Cadaxo, todos do PC do B, ressaltaram que o candidato majoritário nas eleições de outubro é o espírito da unidade.

Eles acreditam que a soma da união com a atividade administrativa mostrada nos últimos anos vai produzir o sentimento de continuidade da gestão na sociedade.

Maria Antônia (PT) repetiu o sentimento de união e disse que aguarda a definição da equipe política na escolha do nome para então entrar em campo na defesa do projeto da Frente.

 
 
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Rio Branco-AC, 17 de março de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
P E S Q U I S A