| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VIA PÚBLICA |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| POLÍTICA | |
Prefeito ameaça professores e demite parentes |
|
|
Inconformados por receber um dos mais baixos salários do Brasil, os professores de Boca do Acre já realizaram duas greves - uma em novembro e outra de fevereiro para março. Nesse período firmaram com o prefeito Iran Lima, dois acordos de melhoria salarial, mas nada foi cumprido. A falta de diálogo e especialmente a pressão do prefeito que ameaça a todos e mandou seu segurança pessoal “André” insultar os grevistas e arrancar as faixas que eles haviam fixado em frente a duas escolas, revolta ainda mais a categoria. A última greve aconteceu de 27 de fevereiro a sete de março, dia em que os professores realizaram uma passeata de protesto pelas principais ruas da cidade até a Câmara de Vereadores onde foram pedir apoio dos vereadores para negociar a situação e suspender a greve que parou as sete escolas urbanas e 49 rurais do município. O prefeito negou-se a receber os grevistas, mas aceitou negociar com o advogado do sindicato da categoria, Francisco Valadão Neto mais vereadores Jansen Almeida (PSDB) e Eliezer Bezerra (PH). “Desta reunião saiu o acordo para que ele pague a partir do salários deste mês de março, mais R$ 100 sobre os R$ 520 que já está pagando aos professores com nível superior. Pagará também mais R$ 160 sobre os R$ 360 que já paga aos professores de nível médio que estão cursando a faculdade pelo programa Pró-formar. Os professores que tem contrato temporário recebem um salário mínimo. “Além de recusar-se a negociar com a categoria, o prefeito Iran Lima cometeu uma série de abusos durante os períodos de greve. Mandou arrancar e rasgar as nossa faixas e colocou leigos para dar aulas durante a greve dos professores. Para isso usou estudantes de medicina, técnicos de enfermagem, até faxineiros e serventes que nunca tiveram qualquer treinamento pedagógico, para dar aulas às crianças”, denuncia Alcimar Carvalho de Souza o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Boca do Acre (Sepam). O detalhe da última negociação é o de que Iran vinha pagando desde 2003, uma vantagem de R$ 160 reais aos professores que estão fazendo faculdade, mas se recusa a pagar o mesmo para os das turmas que entraram depois. “Essa desigualdade gera insatisfação da categoria, mas ele se recusa a negociar ou propor solução. Em reunião específica com professores que se encontram nessa situação, ele apenas informou que eles aguardem porque terão uma surpresa no pagamento deste mês de março, mas recusou-se a dizer de que valor seria esse reajuste. Assim todo mundo fica sem saber o que fazer”, explica Alcimar. Eterna incerteza - Sem nem ter certeza de que receberão o pagamento prometido no salário deste mês de março, os professores aguardam a reabertura das negociações ainda dentro dos próximos 90 dias para que consigam atingir o salário que realmente desejam. “Nossa proposta é o pagamento de R$ 700 para os professores de nível superior, mais 10% de regência de sala. Queremos também, que seja paga a vantagem de R$ 160 a todos os que estão cursando o nível superior. O problema é que o prefeito truculento, ameaça demitir todos os professores concursados se houver um na nova greve e como forma de intimidar a categoria vem demitindo pessoas contratadas provisoriamente pela prefeitura, desde que tenham algum parentesco com professores. Na verdade vivemos aqui uma situação de miséria e terror”. |
|
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
| |