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Relatório da Rico aponta falhas em pistas de pouso de Tarauacá e Feijó Presidente não vê possibilidade de duas empresas operarem em Cruzeiro |
![]() Átila Yurktsever reuniu-se com jornalistas na sede da Rico, em Manaus |
Depois de se reunir na semana passada em Brasília com a bancada acreana para prestar informações sobre a atuação da empresa Rico Linhas Aéreas no Estado, o presidente da companhia Átila Yurktsever, recepcionou na última quarta-feira, nas instalações da empresa, em Manaus, a comitiva acreana formada por integrantes da Associação Brasileira de Agência de Turismo (Abav-AC) e anunciou que apresentará relatório aos parlamentares em pouco mais de duas semanas, sendo desnecessário o prazo que recebeu de quarenta dias. Átila antecipou aos associados da Abav-AC dados que constarão no relatório, explicando que as reivindicações sobre a atuação da empresa em Tarauacá e Feijó são coerentes diante da necessidade da população, mas antecipou que em visitas técnicas realizadas nos dois municípios foram detectados problemas nas pistas de pouso e entre as principais dificuldades está a pequena extensão delas. “Apresentaremos soluções para minimizar esses problemas, mas acredito que a situação de Feijó seja mais fácil de resolver”, comenta. Outro fator que pesa na decisão de atuação nos dois municípios são os custos que eles representam. Se o governo decidir reduzir as taxas de ICMS dos combustíveis, a Rico propõe reduzir o valor das passagens, apresentando uma tabela proporcional e, se necessário, firma o compromisso oficialmente, através de algum documento. Aproveitando a visita à empresa, os associados da Abav-AC, liderados pelo presidente José Raimundo Moraes, que estão em Manaus para visitar o trade turístico local e discutir possíveis parcerias, aproveitaram o encontro com Átila para saberem quanto à situação dos vôos para Cruzeiro do Sul. Atuando sozinha há algum tempo no trecho, a empresa agora sofre a ameaça de outra companhia, a Gol, que se prepara para atuar. “Viemos em uma visita técnica na qual faremos rodada de negócios, indo também em hotéis, na Rico, nos pontos turísticos, um intercâmbio com Manaus, mas aproveitamos para saber sobre essa situação problemática sobre Cruzeiro do Sul”, comenta Morais. O presidente da companhia aérea adiantou que, diante do que conhece do mercado acreano, no qual atua há oito anos, e principalmente o de Cruzeiro do Sul, não há condições de duas companhias atuarem no mesmo trecho. “Não existem passageiros em número suficiente para abastecer duas empresas aéreas. A tendência é a menor sair, e a possibilidade de pararmos de atuar é real”, comenta. Fim do “vôo da farinha” - Átila diz ainda que, desde que a Varig saiu do Estado, a Rico opera em Cruzeiro do Sul com uma tarifa linear. Com isso a oferta cresceu e a empresa ofereceu uma aeronave maior, adequando-se sempre às peculiaridades do município. “A Rico propõe transportar passageiros com farinha como bagagem que todos fazem questão de transportar, além dos doentes, e grandes empresas não fazem isso, inclusive, o governo do Acre utiliza a TAM, e não a Golg nos casos de pacientes de Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Não acho justo sairmos pelos anos que investimos em Cruzeiro do Sul, mas nem sempre o mercado é justo. Não visualizo duas empresas atuando nesse trecho pelas condições dele”, comenta. Enquanto a dúvida sobre a permanência ou não da empresa no trecho Rio Branco - Cruzeiro do Sul permanece, a Rico Linhas Aéreas já visualiza novos horizontes, tendo como outra possibilidade real para seu futuro a atuação de vôos para Lima e Maldonado, que, segundo o presidente, são saídas que devem ser buscadas para a boa atuação da companhia. |
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