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| Xô, preconceito I No mundo em que a violência é uma das maiores mazelas da nossa sociedade e a descriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, nacionalidade e orientação sexual é combatida por todos aqueles que desejam uma sociedade mais justa e igualitária, foge de qualquer compreensão lógica a postura do deputado federal Henrique Afonso de encabeçar um movimento para a realização de um evento nacional que em nome da ética, filosofia, política, economia, jurídica e espiritual pretende defender “a estrutura famíliar, de fatos determinantes que cooperam para a degradação do ambiente familiar e por isso precisam ser enfrentados como, por exemplo, o homossexualismo, a droga, o aborto e o divórcio”. Xô, preconceito II Primeiramente gostaria de saber a qual estrutura familiar ele se refere, aquela composta pelo pai, mãe e filhos e aquelas tipo dois homens com filhos, duas mulheres com filhos, uma mulher com filhos de pais diferentes, homens com filhos de mulheres diferentes e casais que optaram em não ter filhos biológicos, não são considerada familia. E desde de quando o homossexualismo, o aborto e o divórcio degradam um ambiente familiar? Se assim fosse, 90% das famílias brasileiras eram degeneradas. Degeneração da família e da sociedade para mim é o preconceito, discriminação, a fome, corrupção, e o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Essas ações “em defesa da familia” são a principal razão da exclusão do mercado do trabalho, das expulsões de seus lares, xingamentos, humilhação, espancamentos e assassinatos quase diários de pessoas cujo único “pecado” ou “defeito” é terem uma orientação sexual “diferente”. Atitudes como essa em nome da “defesa da família” fazem-me lembrar milhares de vítimas da famigerada Tradição, Família e Propriedade (TFP) e da Santa Inquisição. Xô, preconceito IV Tânia Oliveira, advogada e assessora do senador Sibá Machado, via e-mail sobre esse lamentável assunto diz: “Minha memória histórica me conduz a um cidadão que proferia inflamados e empolgantes discursos para uma massa embevecida, falava em defesa da família, da pátria, da purificação das raças. Ele encantou multidões, promoveu um holocausto, causou uma guerra mundial e deixou muitas chagas, abertas até hoje. Sim, os discursos que Adolf Hitler fazia em defesa do Nazismo, para operários e para a juventude nazista, pregavam paz e ordem. “Enganariam a qualquer um mesmo hoje em dia, que o descontextualizasse e omitisse a autoria, justamente porque ocultava o que trazia em seu cerne o ódio contra outros seres humanos que ele não considerava iguais”. Xô, Preconceito V Também via e-mail, a professora Vanessa Paskoali faz as seguintes ponderações sobre o assunto: “... como pode uma pessoa com tal postura propor, ampliar o diálogo referente a questões éticas, filosóficas, políticas, econômicas, jurídicas e espirituais?. Será que para discutir ética não é necessário, no mínimo, partir do pressuposto de respeito ao diferente? Como é possível discutir ética e ao mesmo tempo apresentar atitudes dessa natureza, sobretudo no que diz respeito ao homossexualismo? “No ofício do deputado há uma carga muito maior de moral que de ética ou qualquer outra coisa. Do ponto de vista econômico, vale lembrar que os homossexuais também trabalham e produzem. Se tratarmos da questão do aborto, aí sim, penso que do ponto de vista espiritual haja algumas implicações”. Xô, preconceito VI Por fim, roubo descaradamente os títulos da trilogia do Kielowski e sua alusão à bandeira francesa para dizer que, hoje, a igualdade, a liberdade e a fraternidade não são branca, azul e vermelha, elas têm a cor do arco-íris. Assim como pode ter o amor, nossa mais bela e natural “invenção”. (Último parágrafo do e-mail da advogada Tânia Oliveira.) Palco Giro Geral sabe onde a diretora e roteirista Laélia Rodrigues está nesse exato momento. Está com seus pupilos do grupo teatral Arkh (pronuncia-se “arquê”) ensaiando um novo espetáculo que estréia muito em breve. O enredo e o nome da peça são mantidos em absoluto segredo. Sabe-se somente que será na mesma linha da peça “Pacto Insustentável”. Então, galera que curte um excelente espetáculo, prepare-se para dar boas gargalhadas. Velinhas Hoje vai rolar jantar pra lá de especial na casa da família Martinello. O motivo? Aniversário da querida, jovem avó e agora colunista social Ivete Martinello. Discreta que só, portanto avessa a badalações, ela aproveitará a noitada em clima intimista. Alianças Por falar em celebração, ontem Zilnizia e Walmiro Cavalcante comemoraram em alto estilo 40 anos de feliz união. A festança - que ficou sob a responsabilidade dos filhos Walnizia Marques e Alex Cavalcante - vai durar todo este fim de semana. Boas energias Encontrei no Point do Pato na quinta-feira passada os médicos Júlio Pereira e Thor Maia. Não precisa dizer que a noite foi pra lá de agradável. È muito bom encontrar pessoas de alto-astral, inteligentes, competentes e que estão sempre de bem com a vida. Ele é Zen Frase do jornalista Fernando Rosa no site Senhor f, uma das revistas virtuais mais requisitadas e respeitadas sobre música independente do país: “Um sujeito tranqüilo, eloqüente em seus argumentos e, acima de tudo, muito claro em suas posições, Daniel Zen é um dos principais articuladores da cena independente do Norte do país”. Matéria-prima Nesta segunda-feira, 19, é comemorado o Dia de São José, Dia do Artesão e o Dia do Carpinteiro. O Núcleo de Design, Setur, Governo do Estado e Sebrae promovem na Casa do Artesão, no Parque da Maternidade, às 17 horas, o documentário “Mãos que Criam”, uma demonstração de como nossas matérias-primas se transformam em jóias depois da exposição com diversos produtos. |
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