VARIEDADES

Camundogs no festival Fora do Eixo

Banda leva aos paulistanos o melhor do pop-rock marcando território na cena independente do país

Cedida
Aarão Prado (vocalista) e Marxson Henrique (teclados) compõem
a maioria das letras


Rose Farias

Com nova formação, novo som, que traz uma levada mais pesada, letras carregadas de verve poética e muito pop-rock, assim a Camundogs inicia em 2007 seu ritual pelo circuito do rock alternativo marcando território na cena da produção independente no país.

Com uma bagagem de apresentações em vários festivais, a Camundogs, que surgiu em 1997, está entre as 18 bandas de 14 Estados brasileiros que participam do festival Fora do Eixo, que acontece simultaneamente em várias casas noturnas de São Paulo, até amanhã. O Fora do Eixo é coordenado pela produtora de mesmo nome, associada à Cubo Planejamento, produtora dos festivais Grito Rock e Calango, que acontecem na capital de Mato Grosso. Desde o dia 12, as bandas - algumas consideradas as mais representativas do rock independente dos quatro cantos do país - estão se apresentando ao público paulistano.

O pop-rock pesado da Camundogs, que traz Aarão Prado (voz), Junior Saady (bateria), Gilberto Lucas (guitarra), Marxson Henrique (teclados) e João Paulo (contrabaixo), entra em cena neste domingo, na Outs, casa noturna de Sampa, bem ali na famosa Rua Augusta. No mesmo dia sobem ao palco as bandas Zefirina Bomba (PB), Trilobit (PR) e Chilli Mostarda (MT). A banda conta com o apoio do governo do Estado, por meio da Fundação Elias Mansour (Lei Estadual de Incentivo à Cultura).

Para o vocalista a participação da Camundogs nos festivais alternativos comprova a forte interação das bandas do Acre com as de outros Estados e com os movimentos fora do eixo.

“A gente está muito feliz, pois internamente para a banda, além de envaidecer, ter sido selecionada entre as vinte bandas que participam do festival é mais uma possibilidade que temos de mostrar nossa música no maior centro da América Latina, que é São Paulo. A Camundogs passou por um momento complicado, foi superado e demos a volta por cima, e voltamos com uma nova formação. Continuar sendo chamado para os festivais é ótimo. Na verdade não é nada isolado é uma cadeia produtiva que acontece em todos os estados”.

Não é a primeira vez que a banda se apresenta na Outs. Os rapazes estão mais escolados pelos palcos alternativos do país, a idéia da banda é mostrar um trabalho mais amadurecido e diferencial, um novo som.

“A banda tá mais pesada, o novo baterista, o Júnior, tem uma pegada rock’n roll mais forte, conservando a música pop, que é a nossa cara. A música nasce pop; não importa o que você bote nela, nasce pop e vai morrer pop. Não sei se vão gostar ou não, a gente não forçou a barra para o som ficar assim. Fizemos um show no Galpão das Artes, no Grito Rock, e na Uninorte. O público gostou, tá bacana. São músicas novas compostas na nova formação. A aceitação foi interessante aqui e esperamos que lá também”, diz.

A ordem é apostar no show da Camundogs, com seu pop-rock de qualidade, marcado pelo diferencial através de suas letras com forte veia poética.

Arte alternativa - Para Prado, o Fora do Eixo não é uma instituição, como o Catraia Records, a ABRAFIN – Associação Brasileira dos Festivais Independentes, ele define o projeto como uma idéia disseminada entre pessoas que fazem arte alternativa em todos os Estados do Brasil.

“Essas pessoas vão se relacionando, interagindo. É um projeto de festival feito pelas pessoas que fazem essa cultura alternativa. A idéia já aconteceu aqui no Acre, Cuiabá, São Paulo e nos mais variados lugares.”

É importante dizer que estar fora do eixo não é Rio e São Paulo, mas partir do princípio de que nenhuma dessas bandas é vinculada a grandes gravadoras. Elas possuem uma produção de qualidade e público interessante.

 

 
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Rio Branco-AC, 17 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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