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Intercâmbio cultural Artistas de Roraima sobem ao palco acreano mostrando as outras músicas da Amazônia. Pré-show será feito por Narciso Augusto |
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São diversos ritmos, batuques, composições e representações que a música da Amazônia possui, mas os artistas argumentam que os Estados pouco se conhecem nesse sentido. Por isso, uma amostra do que é produzido em Roraima será apresentado ao público acreano, no próximo dia 25, às 20 horas, no Theatro Hélio Melo, pelos cantores Eliakin Rufino e Neuber Uchoa. O Acre aproveita para também mostrar o que faz, com o pré-show “Baquiri”, de Narciso Augusto e André Dantas. Mas os artistas roraimenses vão, literalmente, mais longe, iniciando por Rio Branco uma turnê nacional para divulgar seus novos CDs, em que percorrerão todas as capitais do país. O show que apresentarão se chama “Damurida - a Estética do Calor”, interpretando músicas antigas e novas, com muita diversidade rítmica e temática. Para se apresentar no Acre, os artistas têm o apoio do governo do Estado, por meio da Fundação Cultural Elias Mansour (FEM), que estreita a relação com o Estado da mesma região. Aliás, a meta da FEM, segundo a nova coordenadora do Departamento de Artes (Dartes), Calorina de Deus, é desenvolver seu planejamento enfocando a integração cultural entre todas as cidades do Acre, intensificando o trabalho de interiorização. Carolina, que trabalha há mais de dez anos em produção cultural, diz que o planejamento está sendo pensado na integração entre os municípios como base, o que ainda acontece timidamente, para então realizar um intercâmbio maior entre os Estados da região e até os países vizinhos Peru e Bolívia. Quanto ao show dos cantores de Roraima, para dar um caráter maior de integração, a FEM tornou prioridade a participação de um artista acreano com estilo similar, tendo sido escolhido para o pré-show Narciso Augusto, que trabalhou o projeto Baquiri – que em sua formação morfológica é composto pela fusão das palavras baque e Aquiri. “A primeira palavra é dedicada aos profissionais da velha guarda musical acreana, que em muitos casos a usavam quando se referiam à condução rítmico-musical e, algumas vezes, até mesmo em substituição à designação de ritmo. E a segunda refere-se à expressão que os povos indígenas utilizavam na denominação do rio Acre”, explica o músico. O projeto Baquiri, segundo Narciso, lança mão de um olhar interiorano, busca trazer à superfície sonora o “sotaque” da expressividade musical acreana, através de um pequeno grupo de compositores, intérpretes e instrumentistas que também insistem em alertar para a grande importância desse elemento na formação da estrutura que irá compor as bases de uma possível indústria musical no Acre. Intercâmbio O trabalho dos cantores roraimenses, traz o novo Cd de Eliakin Rufino “Eliakin em Porto Alegre ao Vivo”, terceiro solo de sua carreira. Com 12 faixas, sendo nove músicas e três poemas falados, o CD foi gravado ao vivo no Teatro do Sesc de Porto Alegre. Quase todas as composições são de autoria de Eliakin Rufino, exceto Mosquito da Malaria, que foi feita em parceria com Armando de Paula, Solana Star, parceria com George Farias, e Dinheiro de Plástico e Tudo é por Acaso, com Sérgio Barros. O cantor Neuber Uchoa também está lançando seu terceiro CD solo , intitulado “Eu Preciso Aprender a Ser Pop”. O CD reúne 11 músicas inéditas, dançantes, e com temática pop, sendo todas de sua autoria, e foi produzido em São Paulo, pelo músico roraimense Ben Charles e co-produzido por Bebeco Souto Maior, que também e responsável pelas intervenções eletrônicas, e conta ainda com a participação dos bateristas paulistas Xan e Marcelo Drum. Ficha técnica Serviço |
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